
A presença das mulheres indígenas no futebol será tema do painel “Falas do Futebol”, que será realizado nesta quinta-feira (7/8), durante a IV Marcha das Mulheres Indígenas, em Brasília. A atividade é promovida pela Taça dos Povos Indígenas em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas e pretende discutir o esporte como ferramenta de inclusão, identidade e fortalecimento dos territórios.
O encontro reunirá atletas indígenas, lideranças, representantes do governo e de entidades esportivas para refletir sobre temas como a participação dos povos originários em iniciativas relacionadas à Copa do Mundo Feminina de 2027, acesso de meninas indígenas ao esporte, representatividade na mídia e sustentabilidade em projetos de base.
“O futebol tem o poder de abrir caminhos onde antes só havia obstáculos. Ver essas mulheres usando a bola como forma de reivindicação é um ato político e histórico. Quando uma atleta indígena entra em campo, ela carrega não só a própria trajetória, mas o território, a memória e a luta do seu povo”, afirma Líbia Miranda, idealizadora da Taça dos Povos Indígenas.
Palestrante confirmada no painel, a escritora e ativista Mara Kambeba destaca a relação entre esporte e território: “O campo de futebol também é território. Quando uma menina indígena joga, ela reafirma sua existência, sua língua e sua ancestralidade. O jogo é mais do que competição: é continuidade cultural, é afirmação política, é futuro”.
A roda de conversa íntegra a programação oficial da Marcha, que reúne mais de 5 mil mulheres de cerca de 100 povos em atos, plenárias e debates sobre saúde, educação, enfrentamento à violência e mudanças climáticas.
Mais informações sobre a programação estão no Instagram da Taça Indígena e da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (clique aqui para acessar).
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