O presidente da Fifa, Gianni Infantino, usou as redes sociais para reforçar a postura da entidade no combate contra o racismo. O pronunciamento acontece na semana em que Vini Júnior acusou Prestianni, do Benfica, em partida válida pela Champions League.
No comunicado, Infantino recordou que a campanha da entidade contra o racismo é apoiada por todas as 211 federações do mundo. O presidente também destacou as regras criadas pela Fifa para dar voz aos jogadores.
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"Hoje, no âmbito da Campanha Global Contra o Racismo da FIFA, apoiada por todas as 211 Federações Membros da FIFA, estabelecemos cinco pilares para combater e prevenir o racismo: regras e sanções, ação em campo, acusações criminais, educação e voz dos jogadores", declarou.
O presidente ressaltou a força que o gesto antirracista possui para combater incidentes racistas. Infantino afirmou que agora a entidade já pode trabalhar em ações concretas, enquanto segue implementando medidas educacionais e preventivas.
"O gesto ‘Não ao Racismo’, lançado na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da Fifa 2024, é uma ferramenta poderosa à disposição de jogadores, treinadores e árbitros para sinalizar incidentes racistas. Guiada pelo diversificado Painel de Voz dos Jogadores, composto por 16 membros de seis continentes, a Fifa agora pode se concentrar em ações concretas, enquanto continua a fortalecer a educação, a prevenção e a proteção por meio da nossa biblioteca aprimorada de recursos educacionais e kits de ferramentas", pontuou.
Por fim, o comandante da Fifa pediu um trabalho incansável para que o esforço tenha um impacto positivo na sociedade. Inclusive, Infantino espera que a Copa do Mundo seja uma plataforma de unidade dentro do esporte.
"Um grande obrigado a todos os nossos parceiros, cuja colaboração incansável garante que o nosso trabalho chegue às pessoas e tenha um impacto positivo na sociedade. À medida que aguardamos a maior celebração da união na Copa do Mundo da Fifa 2026, ela será uma plataforma para mais uma vez lembrar a todos que, juntos, podemos usar este jogo para construir um mundo mais respeitoso e unido", concluiu.
Porto cobra ações da Federação Portuguesa
Por outro lado, o Porto encaminhou uma representação à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga Portuguesa exigindo um pronunciamento contra casos racistas. Os Dragões entendem que os órgãos podem auxiliar nas investigações feitas pela Uefa.
De acordo com o Jornal Nacional de Portugal, a Liga não irá se pronunciar, já que o caso aconteceu em um jogo da Champions. Porém, a FPF já respondeu ao contato feito pelo Porto.
