
A nova Série D do Campeonato Brasileiro começou a sair do papel nessa quinta-feira na realização do Conselho Arbitral. O Distrito Federal terá quatro representantes no torneio: Gama, Capital, Ceilândia e Brasiliense. A principal mudança para a nova temporada é a ascensão de seis clubes para a terceira divisão e o pagamento de cotas de participação. A reunião com os 96 times teve a intermediação do diretor de competições Júlio Avellar na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
"Teremos neste ano uma edição histórica com 96 clubes, o que representa um passo muito importante no fortalecimento da base da pirâmide do futebol brasileiro. Nosso objetivo é ampliar as oportunidades para equipes de todas as regiões do país, garantindo mais jogos, maior visibilidade, cotas de participação ainda mais atrativas para os clubes e melhores condições de participação", explicou o diretor executivo da CBF, Helder Melillo.
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Julio Avellar acrescentou: "O Conselho Técnico da Série D reafirmou o compromisso da CBF com o fortalecimento e a valorização do futebol em todo o país. A competição passa a contar com 96 clubes, ampliando ainda mais a representatividade nacional e criando oportunidades para equipes de todas as regiões", destacou o executivo da entidade.
Ele reiterou o aumento do número de participantes e de vagas. "Além disso, a ampliação do acesso, com seis clubes garantindo vaga na Série C de 2027, torna a competição ainda mais competitiva e atrativa. Tudo isso é fruto de um diálogo constante com os clubes e de um esforço para tornar a Série D cada vez mais organizada, forte e representativa do futebol brasileiro”, completou Avellar.
A quarta divisão começará em 5 de abril e tem prazo para terminar em 13 de setembro. São 24 datas, com 22 fins de semana e dois no meio da semana). De acordo com a CBF, a primeira fase terá 16 grupos, com seis times em cada, dos quais os quatro melhores colocados avançam à segunda fase. Estão previstas 10 rodadas, e cada equipe fará cinco jogos como mandante e cinco como visitante.
O regulamento prevê, ainda, confrontos de ida e volta na fase de mata-+mata e nos playoffs. Os quatro clubes que forem eliminados nas quartas de final terão nova chance de ascender à Série C de 2027 nos playoffs, uma espécie de repescagem criada pela entidade máxima do futebol com o intuito de assegurar mais competitividade e emoção ao torneio. Os semifinalistas e os vencedores dos playoffs confirmarão presença na Série C.
Saiba mais
» Inscrição de atletas
Até o dia 7 de agosto, os clubes poderão inscrever o número máximo de 50 atletas, entre os quais no máximo oito poderão ser substituídos até 25 de setembro.
» Transferências
Um atleta poderá ser inscrito por outro clube da Série D, após o início da competição, somente a partir da segunda fase e desde que tenha atuado por um clube de origem desclassificado na primeira fase.
» Bloqueio
O atleta que tenha atuado por um clube na Série D somente poderá atuar por mais um clube na Série D. Considera-se como atuação o ato do atleta entrar em campo para a disputa da partida, desde o início ou no decorrer da mesma.
» Investimento
A CBF custeará as despesas de logística (transporte, hospedagem e alimentação) para 32 componentes, entre atletas e integrantes das comissões técnicas dos clubes visitantes, arbitragem e exames antidoping.
» Tecnologia
O VAR será utilizado a partir da terceira fase da Série D.
» Premiação
1ª Fase: R$ 500 mil (96 clubes) - (Clubes novos terão direito a mais R$ 8 mil para a aquisição de desfibriladores, item obrigatório para a realização de um jogo)
2ª Fase: R$ 100 mil (64 clubes)
3ª Fase: R$ 150 mil (32 clubes)
4ª Fase: (Oitavas de final): R$ 180 mil (16 clubes)
5ª Fase: (Quartas de final): R$ 180 mil (8 clubes)
Playoffs: R$ 180 mil (4 clubes)
6ª Fase: (Semifinal): R$ 180 mil (4 clubes)
7ª Fase: (Final): R$ 300 mil (2 clubes)

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