Uma noite para o Botafogo expurgar alguns fantasmas e retrospectos incômodos. Ao passar pelo Vasco por 2 a 1, de virada, neste sábado (4), em São Januário, o Mais Tradicional venceu o primeiro clássico em 2026 após quatro meses de calendário. O histórico, antes, apontava para cinco derrotas em cinco embates, em prélios pelo Campeonato Carioca e Brasileiro. Todos sob a supervisão do técnico Martín Anselmi, demitido do Glorioso há duas semanas. A equipe tinha feito apenas um gol nestes cotejos.
Foram duas derrotas para o Flamengo, em pleno Estádio Nilton Santos: 2 a 1, pelo Carioca, e 3 a 0, pelo Brasileirão. Contra o Fluminense, o time perdeu por 1 a 0 no Estadual, no Colosso do Subúrbio, e pelo mesmo score, no Maracanã, pelo Nacional. Contra o Vasco, na Colina, o Alvinegro tinha levado 2 a 0, pelo Carioquinha.
Botafogo mudou, ganhou
Bastou, entretanto, uma mudança no comando da equipe para o jejum cair por terra com o 2 a 1 sobre o Vasco. Treinador interino, Rodrigo Bellão comandou o Botafogo antes de entregá-lo às mãos de Franclim Carvalho, anunciado na semana passada.
"Com o calendário que a gente tem hoje, é muito difícil a gente conseguir coordenar a equipe com pouco tempo para jogar um pouco mais alto, a minha ideia foi tentar explorar a qualidade dos jogadores e algumas características. Ressaltar essa vontade do grupo, que todos se entregaram muito para estar no jogo", destacou Bellão.
O interino, agora, volta para o sub-20 e com outro fim de tabu. O Mais Tradicional, pela primeira vez, bateu o Cruz-Maltino, em São Januário, durante a era SAF. Antes, o histórico indicava três derrotas (2 a 0, 1 a 0 – duas vezes) e dois empates (1 a 1 repetido), em duelos por Carioca, Brasileirão e Copa do Brasil.
No retrospecto geral, no entanto, pelo Brasileiro, o Botafogo aumentou a invencibilidade para o Vasco para cinco jogos, curiosamente o mesmo número da marca sustentada pelos cruz-maltinos. No torneio, a última derrota do Alvinegro ocorreu em 2023, na derrocada que culminou na perda do título que viria no ano seguinte.
