Em dia de homenagens à lenda do basquete brasileiro Oscar Schmidt, que morreu na sexta-feira, o Brasília Basquete venceu o Bauru por 94 x 65 na manhã deste sábado (18/4). A vitória garantiu a quarta colocação na fase classificatória do Novo Basquete Brasil (NBB) e definiu o Caxias do Sul como adversário do time candango nas oitavas de final. Já o Bauru terminou em nono lugar e enfrentará o São José. O cestinha do jogo foi o ala Von Haydin, com 24 pontos, enquanto o pivô Andrezão liderou a pontuação paulista, com 12 anotados.
A trajetória do Brasília nos playoffs já se inicia em breve. O time do DF enfrentará o Caxias na próxima quarta-feira (22/4), no ginásio Nilson Nelson.
No final da partida, Dedé Barbosa, técnico do Brasília, relembrou a memória de Óscar Schmidt, jogar com o qual jogou junto no Mackenzie/Microcamp. Ele destacou a dimensão internacional da carreira de Oscar, afirmando que muitas vezes o público brasileiro não compreende a real grandeza de sua influência global.
“Todo mundo sabe o que ele foi, o que que ele fez, a referência do que ele é do nosso esporte. E eu falo internacionalmente, não falo nem no Brasil. Eu acho que a nossa cultura não tem uma noção muito grande do que representa o Oscar. Só vivendo com ele. Então eu joguei com ele e joguei para ele. Sabemos que é um cara polêmico, tem as suas verdades. É um cara duro, firme, mas acima de tudo é um cara leal, é um cara verdadeiro, é um cara e é difícil encontrar. Para mim, a minha lembrança não é dele indo embora agora. Eu só levo coisa boa, histórias verdadeiras, boas, positivas, do que ele influenciou, principalmente na nossa geração”, afirmou Dedé Barbosa.
Antes da bola subir no Ginásio Nilson Nelson, o relógio curvou-se à eternidade. O minuto de silêncio por Oscar Schmidt não representou ausência de som, mas o transbordar de uma memória coletiva. Em cada rosto emocionado, via-se uma crônica escrita pela Mão Santa. No centro da quadra, o tempo parou para reverenciar o grande herói nacional. Embora o corpo descanse, seu legado e a idolatria de um povo permanecem invictos.
Guiados pela eterna aura de Oscar na capital federal, os extraterrestres impuseram um ritmo avassalador desde o início. O pivô Brunão, em dia inspirado, anotou 10 pontos apenas no primeiro quarto. Com essa performance, os mandantes abriram uma vantagem de 12 pontos no placar. A parcial inaugural encerrou-se em 31 x 23 para o Brasília.
No segundo quarto, a equipe do DF manteve a reação de alto nível. O Bauru até tentava encostar no placar, contando com a ótima atuação do pivô Andrezão, que teve 100% de aproveitamento, com quatro anotados. No entanto, isso não foi capaz de deter o Brasília. Guiado pela torcida, que cantava “Brasília, Brasília...”, o time estabilizou a vantagem de 10 pontos e contou com o alto desempenho de Brunão no primeiro tempo, autor de quinze pontos.
Para garantir a quarta colocação na tabela, o Brasília precisava vencer a partida. No terceiro período, a equipe entrou focada para não correr riscos. Dessa forma, os extraterrestres chegaram a abrir uma vantagem de 20 pontos e não deixaram o Bauru encostar no placar em nenhum momento. O time do DF teve grande atuação, e todos os jogadores que entravam mantinham o ritmo elevado. O destaque do quarto foi o armador Crescenzi, com seis pontos. O quarto se encerrou 69 x 51 para a franquia de Brasília.
No último quarto, o desenho na partida seguiu o mesmo, o Brasília dominava o Bauru e seguia com larga vantagem no placar. Dessa forma, o jogou seguiu até o fim e os extraterrestres vencerem por 94 x 65.
