Luto

Presidente da federação de basquete do DF destaca legado de Oscar Schmidt

Andreza Almeida relembra trajetória do Mão Santa na capital federal e reforça impacto do ídolo na história do esporte brasileiro e na formação de gerações

Oscar Schmidt, a maior referência do basquete brasileiro -  (crédito: Reprodução/Instagram/@oscarschmidt14)
Oscar Schmidt, a maior referência do basquete brasileiro - (crédito: Reprodução/Instagram/@oscarschmidt14)

A morte de Oscar Schmidt segue provocando manifestações no cenário esportivo nacional e local. Presidente da Federação de Basquetebol do Distrito Federal (FBDF), Andreza Almeida destacou, em entrevista ao Correio, a dimensão histórica do Mão Santa e o impacto direto do atleta na construção do basquete brasileiro. Nascido em Natal, o Mão Santa começou a trajetória no esporte em Brasília.

Em depoimento à reportagem, Andreza relembrou a escolha de Oscar em priorizar a Seleção Brasileira, mesmo diante da possibilidade de atuar na NBA, a liga norte-americana de basquete, gesto visto como símbolo de compromisso com o país. A dirigente também citou momentos marcantes da carreira, incluindo a histórica vitória sobre os Estados Unidos, nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis.

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“O Brasil carece de ídolos e hoje nós perdemos um dos maiores do nosso basquete, sem dúvidas. Da história do nosso país. Ele foi um símbolo de grandeza. Defendeu a Seleção Brasileira com tanto amor, com tanta vontade. Ele deixou de jogar NBA para defender as cores do Brasil. O Oscar foi protagonista da maior conquista brasileira dentro dos Estados Unidos, campeão em Indianápolis, quando o Brasil virou um jogo histórico”, relembrou a dirigente.

Andreza Almeida destacou a relação de Oscar com Brasília e a devoção do atleta pela Seleção Brasileira: "perdemos um dos maiores ídolos do nosso basquete"
Andreza Almeida destacou a relação de Oscar com Brasília e a devoção do atleta pela Seleção Brasileira: "perdemos um dos maiores ídolos do nosso basquete" (foto: Arquivo pessoal)

Andreza também ressaltou o reconhecimento internacional de Oscar Schmidt, presente em diferentes halls da fama, incluindo o da própria NBA — mesmo sem ter atuado na liga —, e dono de números expressivos ao longo da carreira. A trajetória inclui participação em cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e recordes de pontuação, marcas vistas como difíceis de serem superadas no cenário do basquete.

“O nome dele era conhecido no mundo inteiro e foi exaltado. Ele está no hall da fama da FIBA, do COB, de Palm Springs. É uma história muito grande. Participou de cinco Olimpíadas, um recorde que eu acho que ninguém vai bater. Ele deixou um legado para os atletas, algo que o Brasil não pode esquecer. Oscar é eterno”, completou. A dirigente destacou a necessidade de preservar a memória do ídolo entre as novas gerações, em cenário no qual jovens acompanham mais ligas estrangeiras "Os garotos conhecem mais os jogadores da NBA e o nome do Oscar não pode ser esquecido." Para Andreza, a história do Mão Santa precisa permanecer como referência dentro do esporte nacional.

Ligação com Brasília

A relação do Mão Santa com o Distrito Federal também ganhou nas falas da presidente da FBDF. Andreza lembrou a formação ligada à capital federal e o protagonismo em momentos importantes na cidade, incluindo a despedida das quadras diante do público brasiliense. “Oscar tem ligação com Brasília. Ele foi formado aqui e fez a despedida na cidade. Eu participei desse momento, era atleta e fica a saudade. Hoje, assistir aos jogos dele traz lembranças. Todo mundo falava que era Mão Santa, mas ele falava que era mão treinada. Quantas vezes ficou depois do treino. Isso mostra o quanto dedicação e trabalho fizeram diferença na carreira dele”, salientou.

*Estagiário sob a supervisão de Danilo Queiroz

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postado em 17/04/2026 19:02 / atualizado em 17/04/2026 19:14
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