Copa do Mundo

Ancelotti Day: os mimos ao técnico antes e depois da convocação

Check-in em hotel de luxo no Santos Dumont, almoço em rooftop com vista para Guanabara, saída apoteótica do Museu do Amanhã em ação de marketing de patrocinador e helicóptero da Bolsa de Valores ao JN

A agenda de Carlo Ancelotti começou cedo e só terminará depois da entrevista ao JN, por volta das 21h -  (crédito: Raphael Ribeiro/CBF)
A agenda de Carlo Ancelotti começou cedo e só terminará depois da entrevista ao JN, por volta das 21h - (crédito: Raphael Ribeiro/CBF)

Rio de Janeiro — Nos tempos de meia, Carlo Ancelotti ficou fora da Copa do Mundo de 1982 por causa de uma lesão. Defendeu a Itália em 1986 e em 1990. Foi aos Estados Unidos em 1994 como assistente do técnico histórico Arrigo Sacchi na campanha do vice contra o Brasil. Pela primeira vez, o senhor de 66 anos nascido em Reggiolo, na Emília-Romanha, é o protagonista e experimentará um início de noite apoteótico no Museu do Amanhã.

Depois de parar o Brasil por volta das 17h40, depois do discurso do presidente da CBF, Samir Xaud, e de outras ações da entidade, e da entrevista coletiva à imprensa em uma sala reservada em um dos cartões postais do Rio de Janeiro, ele deixará o cenário no estilo Ethah Hunt, o personagem de Tom Cruise na série Missão Impossível: surpreendendo.

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De volta à lista de patrocinadores da CBF, a montadora alemã Volkswagen, aquela da histórica propaganda “Sai do gol, Dida”, em 2006, será responsável por tirar Carlo Ancelotti do local rapidamente em direção ao heliponto da Bolsa de Valores, localizado a 3km da Zona Portuário. De lá, embarcará rumo à tevê Globo para entrevista exclusiva ao Jornal Nacional. Um dia de pompa para quem continua vivendo experiências extraordinárias.

Carlo Ancelotti era mimado pelo poderoso-chefão do Milan, Silvio Berlusconi. Entregou troféus a Roman Abramovich, o magnata russo responsável pela contratação dele pelo Chelsea. Fez Florentino Pérez muito feliz ao entregá-los três conquistas da Champions League. O estilo aberto e conciliador facilita ações de marketing como a desta segunda.

Os mimos se estendem ao Brasil. Nesta segunda-feira, Carlo Ancelotti fez check-in no hotel Prodigy Santos Dumont, coladinho no aeroporto. Almoçou lá reservadamente com o diretor de seleções, Rodrigo Caetano, ouviu pedidos pela convocação de Neymar e manteve a discrição e o silêncio no acesso ao complexo. Nos bastidores, corre a informação de que a comissão técnica pediu exames sobre a situação do craque. O camisa 10 deixou o campo com dores na panturrilha na derrota do Santos para o Coritiba.

*O repórter viajou a convite da CBF

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MP
postado em 18/05/2026 14:07 / atualizado em 18/05/2026 14:08
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