Copa do Mundo

Wesley vê escola italiana como trunfo com Ancelotti na Seleção

Lateral da Roma explica como o aprendizado tático no futebol italiano ajuda na adaptação ao estilo de Carlo Ancelotti na Seleção. Dos 26 convocados, oito têm passagem pelo Calcio

Wesley compartilhou na entrevista coletiva desta quinta que o contrato com a Roma previa seis gols na temporada: ele entregou cinco e lembrou que não disputou a última partida do clube -  (crédito: Mauro Pimentel/AFP)
Wesley compartilhou na entrevista coletiva desta quinta que o contrato com a Roma previa seis gols na temporada: ele entregou cinco e lembrou que não disputou a última partida do clube - (crédito: Mauro Pimentel/AFP)

New Jersey — Dos 26 jogadores convocados pela Seleção, oito têm no currículo passagem pelo futebol italiano. Todos do sistema defensivo: Um deles é o lateral-direito Wesley da Roma. Marquinhos, Bremer, Danilo, Alex Sandro, Danilo Santos, Ibañez e o goleiro Alisson. O jogador de 22 anos respondeu ao Correio Braziliense na entrevista desta quarta-feira na concentração do Brasil em Basket Ridge se o conhecimento tático acumulado no Calcio pode ser um facilitador na relação com Carlo Ancelotti para a montagem de um sistema defensivo sólido na Copa do Mundo de 2026.

"Acho que de experiência tem que falar com os caras mais velhos (risos). Estou aprendendo agora, pergunto muito para o Danilo, Alex Sandro, que são marcadores. Acho que tem uma vantagem porque, na Itália, tem muita marcação. Isso pode ajudar na Seleção também, ter nessa linha defensiva alguns jogadores que passaram por lá ou estão lá. É importante ter esses jogadores de marcação”, valorizou o jogador de 22 anos.

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Destaque da Roma na temporada de 2025/26 na Itália, Wesley iniciou a pré-temporada para a Copa do Mundo como titular contra o Panamá e deve iniciar novamente no amistoso contra o Egito neste sábado, em Cleveland, no estado de Ohio, no último teste antes do duelo com Marrocos no próximo dia 13, no MetLife Stadium.

“Confesso que é muita pressão, sei da responsabilidade que é estar aqui, então como já passei por tanta coisa, é tentar fazer o que já fiz. Quando estava em uma fase ruim, tentar dar a volta por cima. É minha primeira experiência em uma Copa, então quero que só aconteçam coisas boas. Estou me preparando para isso, que não tenha nada de ruim e que eu possa fazer uma grande Copa”, afirmou o jogador.

Autor de cinco gols e de uma assistência na temporada da Roma, Wesley ajudou o time italiano a se classificar para a próxima edição da Champions League, mas admite que ainda está em fase de aprendizado e o técnico Carlo Ancelotti tem feito correções.

“Ele conversou comigo, não diretamente, mas na frente de todos. Ele mostrou um vídeo, que teve um lance que cometi um erro e ele pergunta ao Danilo o que eu tinha que fazer, mas eu sabia desse erro. Uma coisa saudável, que é para agregar no meu futebol. Ele sabe do meu potencial atacando, só que boto na cabeça que, quando estou bem ofensivamente, vou estar bem defensivamente e vice-versa. Ele me ajuda nos detalhes, de não dar bote, de cercar, momento certo de subir, de ficar. Ele está conversando bastante comigo e espero que possa ajudar na defesa e no ataque”, projeta Wesley.

Ancelotti não o único a dar puxões de orelha em Wesley. Gasperini o corrige o tempo inteiro. "Marcação eu fazia com Filipe Luís no Flamengo e sei marcar por zona também. E o Gasperini pede isso, marcação individual. Quem está ali eu boto na cabeça que não vai passar, não vai passar. Ele pede isso: tem que correr, disputar. Aquele ditado: meu prato de comida primeiro. E eu penso nisso”, afirmou um dos destaque da janela europeia na abertura do mercado de transferências. A Roma sabe que será difícil segurá-lo.

A ansiedade de Wesley diz respeito, principalmente, à estreia. Os amistosos cada vez mais indicam a presença dele entre os 11 contra Marrocos. Resta saber se atacando ou posicionado como defensor. “Isso o jogo que vai decidir. Se eu começar jogando na estreia e ele (Carlo Ancelotti) pedir para ficar o jogo todo defendendo, eu vou ficar. Se pedir para ser o Wesley que sou, de atacar, vou atacar. Se pedir as coisas, vou fazer. Estou aqui pelo Brasil, para ajudar e não importa. Se for para ficar 90, 100 minutos defendendo, vou ficar", disse.

Embora seja lateral-direito, Wesley atuou na ala-esquerda na maior parte da temporada da Roma sob o comando de Gian Piero Gasperini e revela ter ficado a um gol de bater uma meta. "No Flamengo eu era muito ofensivo pela direita. Era para chegar no fundo, cruzamento, assistência. Só que na Roma estou jogando para terminar a jogada. Fui aprimorando isso, para chegar na área e chutar, fazer algo diferente, porque o Gasperini pede para ir para cima. No dia que assinei meu contrato eles pediram seis gols. Eu fiz: só não fiz o sexto porque não joguei o último. Muito feliz e espero que a próxima temporada seja o dobro”, profetiza Wesley.

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MP
postado em 04/06/2026 16:43
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