GRUPO F

Japão, Holanda ou Suécia? O que aguarda o Brasil no mata-mata

Analisamos os pontos fortes, os destaques e os estilos de jogo dos possíveis adversários da Seleção nos 16 avos de final

Nova Jersey — Internamente, Carlo Ancelotti sempre tratou a fase de grupos como uma etapa necessária, não como destino. Vencer, avançar e acumular confiança importavam mais do que goleadas ou exibições de gala. O objetivo foi cumprido. Três dos oito passos rumo ao hexa foram dados. Agora, na visão do treinador italiano, a Copa do Mundo começa para valer. O próximo obstáculo atende pelo nome de 16 avos de final, a primeira estação do mata-mata e o duelo que separará a Seleção das oitavas.

O clichê do futebol costuma dizer: se acabasse hoje... Mas, desta vez, acaba hoje mesmo. A última rodada do Grupo F definirá o primeiro adversário do Brasil no mata-mata. A chave reúne Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Neste momento, o caminho mais provável leva aos japoneses, vice-líderes atrás da Holanda. Para escapar da Seleção, porém, os asiáticos precisam vencer a Suécia e torcer por um tropeço dos holandeses diante da Tunísia.

Se assumir a liderança, empurrará justamente a Laranja para o caminho da equipe de Carlo Ancelotti. Correndo por fora, a Suécia ainda sonha com uma das duas primeiras posições. Caso não alcancem a classificação direta, suecos podem seguir vivos na disputa por uma das vagas reservadas aos melhores terceiros colocados.

Hajime Moriyasu tem o terceiro trabalho mais longevo entre os 48 técnicos da Copa do Mundo, atrás apenas de Didier Deschamps, da França, e Zlatko Dali, da Croácia. São oito anos de continuidade e uma identidade bem definida. Sem a bola, os japoneses alternam uma linha de cinco defensores, no 5-3-2. Com ela, partem para o 3-2-5, aceleram pelos lados e transformam velocidade em arma para atacar os espaços.

É uma equipe confortável em pressionar alto, recuperar a posse rapidamente e chegar ao gol com poucos toques. Não depende de um único craque. Os seis gols marcados até aqui foram divididos entre quatro jogadores.

A eficiência coletiva também aparece nos números: o Japão é uma das seleções que menos percorrem distância por partida, sinal de quem sabe quando correr e para onde correr. O Brasil conhece bem a receita. Em outubro do ano passado, os japoneses impuseram à Seleção uma derrota inédita após uma vantagem de dois gols, ao virar um amistoso depois de sair perdendo por 2 x 0.

A Holanda talvez seja o adversário mais complexo da chave. Combina qualidade técnica com uma solidez defensiva liderada por Virgil van Dijk, referência de uma das retaguardas mais consistentes da Copa. A Laranja alterna longos períodos de posse com ataques verticais e tem facilidade para acelerar pelos corredores sem perder a organização. A liderança técnica segue nos pés de Memphis Depay, peça central da construção ofensiva, mas o coletivo chama mais atenção do que qualquer individualidade. A estrutura parte de um 4-2-3-1 que se transforma em 4-4-2 sem a bola.

Na saída, os holandeses constroem com três homens apoiados por dois volantes, liberando os laterais para dar amplitude e empurrar o adversário para trás. É um time confortável tanto em controlar o jogo quanto em atacar espaços. Dos últimos 16 jogos, perdeu apenas um e venceu nove.Hajime Moriyasu tem o terceiro trabalho mais longevo entre os 48 técnicos da Copa do Mundo. São oito anos de continuidade e uma identidade bem definida. Sem a bola, os japoneses alternam uma linha de cinco defensores, no 5-3-2. Com ela, partem para o 3-2-5, e transformam velocidade em arma para atacar os espaços.

A Suécia oferece um contraste curioso ao Brasil. Enquanto a Seleção ainda procura um camisa 9 capaz de transformar regularidade em protagonismo, os escandinavos desembarcaram na Copa amparados por dois dos centroavantes mais valorizados do futebol europeu. Viktor Gyökeres chega embalado pela temporada de campeão inglês com o Arsenal e 21 gols marcados. Alexander Isak, por sua vez, consolidou-se como um dos atacantes mais cobiçados da Premier League. Juntos, oferecem à equipe uma arma rara: a capacidade de decidir partidas tanto em transições rápidas quanto em ataques posicionados.

A estrutura sueca gira justamente em torno dessa dupla. Sem a bola, o time se organiza em bloco compacto e aposta na força física para reduzir espaços. Com ela, procura acelerar a ligação entre meio-campo e ataque o mais rápido possível. A goleada por 5 x 1 sobre a Tunísia na estreia apresentou todo o potencial ofensivo da equipe. A derrota pelo mesmo placar para a Holanda, porém, expôs limitações.

Cenários

Brasil em 1º lugar do Grupo C
Enfrenta o 2º colocado do Grupo F
Hoje: Japão
Ainda podem aparecer: Holanda ou Suécia

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