NATAÇÃO

Ana Marcela Cunha atravessa Canal da Mancha com recorde sul-americano

Medalhista olímpica nos Jogos de Tóquio-2020, a nadadora percorreu de 42,9km entre a Inglaterra e a França em 8h25m29s e quebrou o recorde sul-americano de águas abertas. "Ter atravessado e ter realizado esse sonho é de extrema importância para minha vida"

Ana Marcela Cunha bate recorde sul-americano na travessia do Canal da Mancha -  (crédito: Jonne Roriz / COB)
Ana Marcela Cunha bate recorde sul-americano na travessia do Canal da Mancha - (crédito: Jonne Roriz / COB)

A nadadora Ana Marcela Cunha escreveu mais um capítulo importante na história do esporte brasileiro. Campeã olímpica na maratona aquática nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, a baiana de 34 anos estabeleceu, nesta quarta-feira (22/7), o recorde sul-americano entre homens e mulheres ao percorrer o Canal da Mancha, o estreito que separa a França da Inglaterra. 

Ana Marcela nadou cerca de 42,9km em 8h25m29s e, também, conseguiu o tempo mais rápido do desafio entre homens e mulheres desde 2022. Em entrevista, a nadadora ter realizado um sonho de infância ao atravessar o Canal da Mancha e comparou o feito com a oportunidade de ter subido a um pódio olímpico.

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"Acredito que, óbvio, a medalha olímpica é uma conquista muito profissional e, no auge do atleta, é a maior conquista que você pode ter na vida. Mas acho que quando você realiza sonhos, mesmo não sendo uma medalha olímpica, vale muito. É o caso de hoje, algo que eu sempre quis também. Para mim, vale tanto quanto. Não é só o ouro olímpico, não são somente as 17 medalhas em mundiais. Sei que tudo isso está na história. Mas essa travessia era um sonho muito pessoal, de criança. Ter atravessado e ter realizado esse sonho é de extrema importância para minha vida. Estou muito, muito feliz", contou. 

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O desafio da travessia no Canal da Mancha é considerado o mais difícil percurso em águas abertas. Fortes correntes marítimas, mudanças da maré, tráfego de navegações e condições climáticas adversas marcam o trajeto. Ana conseguiu pegar uma janela com clima favorável para a execução da prova. Ela largou da praia de Dover, na Inglaterra, ainda pelo começo da manhã e, após percorrer os 42,9km em 8h25m29s, chegou até Calais, na França, e concluiu o desafio. 

Agora, Ana Marcela Cunha detém o recorde sul-americano dentre homens e mulheres. A nadadora baiana superou os tempos de Ana Mesquista (9h40min, em 1993) e de Adherbal de Oliveira (8h49min, em 2015).

Ana fez forte preparação antes do desafio. Fez um simualdo de 12 horas e 42km de natação em São Paulo e adaptou-se ao frio. Ela foi acompanhada por sua equipe em um barco durante todo o desafio. A bordo estavam Kafu (treinador de Ana), Igor de Souza (guia brasileiro especilaista no Canal da Mancha), um barqueiro, um árbitro, um videomaker e um representante do Guinnes World Records. 

Mesmo com a presença de um representante do Guinnes, bater o recorde mundial não estava nos planos de Ana. No fim, a tcheca Yvetta Hlavácová permanece com o melhor tempo feminino, ao terminar a prova em 7h25min, em 2006, e o alemão  Andreas Waschburger, com 6h45min em 2023, tem a melhor marca entre os homens.

*Estagiário sob supervisão de Marcos Paulo Lima

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postado em 22/07/2026 17:41 / atualizado em 22/07/2026 19:27
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