
A judoca brasileira Ketleyn Quadros anunciou a aposentadoria dos tatames nesta quarta-feira (22/7). A atleta tem 38 anos, foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica em um esporte individual e é natural de Ceilândia, no Distrito Federal (DF).
Em entrevista a Comissão Brasileira de Judô (CBJ), Ketleyn relembrou o feito histórico: “Com o passar dos anos, eu percebi que o maior significado daquela conquista de 2008 não estava apenas na medalha em si, e sim nas portas que ela ajudou a abrir. Se hoje mais meninas acreditam que podem chegar lá, se mais mulheres ocupam espaços que antes pareciam distantes, sinto que minha missão foi muito maior do que qualquer resultado”.
De acordo com a atleta, o objetivo agora é se dedicar à família e ao sonho de ser mãe. “Sim, eu tenho esse sonho de ser mãe. Então, se você perguntar minha próxima medalha olímpica, espero que seja a minha família”, declarou Ketleyn, em entrevista ao GE.
“Eu encerro esse ciclo com o coração em paz. Tenho profunda gratidão à minha família, aos meus treinadores, aos clubes que me acolheram, aos companheiros de equipe, aos profissionais que caminharam ao meu lado, aos torcedores e a todos que acreditaram em mim. Nada disso foi construído sozinha. Essa história pertence a muitas mãos, muitos corações e muitas pessoas que sonharam junto comigo”, ressalta a judoca.
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A história da judoca nos tatames começou aos 12 anos, quando decidiu se dedicar ao esporte e passou a competir nas categorias de base da Seleção Brasileira de Judô. “Quando comecei no judô, eu não imaginava até onde aquele sonho poderia me levar. O que começou como uma oportunidade de praticar esporte se transformou em uma jornada que mudou a minha vida”, conta.
A brasiliense tem mais de 400 lutas no currículo, incluindo a vitória individual história nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e a conquista de mais uma medalha inédita para o Brasil, a de bronze por equipes mistas, em 2024, nas Olimpíadas de Paris. “O judô me ensinou disciplina, respeito, coragem, resiliência e a acreditar que, mesmo quando o caminho parece impossível, vale a pena a gente continuar. Tive o privilégio de representar o Brasil nos maiores palcos do mundo, vivi momentos que jamais vou esquecer, me reinventei inúmeras vezes e cresci dentro e fora do tatame”, diz.

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