
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou na tarde desta segunda-feira (10/8) em connjunto com presidentes dos 40 clubes das Séries A e B na Barra da Tijuza, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, um conjunto de 10 medidas para implementação imediata nas competições regionais e nacionais organizadas pela entidade. O encontro é o terceiro convocado pelo presidente Samir Xaud para discutir a criação de uma liga unificada reunindo a Liga do Futebol Brasileiro (LiBra) e a Liga Forte União.
As principais medidas são: Oito segundos com a bola nas mãos, cinco segundos para arrmesso lataral, Cinco segundos para cobrar tiro de met, 10 segundos para deixar o campo em substituições, um minuto fora após atendimento, após atendimento ao goleiro um jogador de linha fica fora por um minuto, somente o capitão fala com o árbitro, cobrir a boca em discussão: vermelho (Protocolo Vini Jr), checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo e Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027).
O pacote de mudanças faz parte do que a CBF chama de modernização dos regulamentos das competições da CBF com a intenção de aproximá-la cada vez mais do que o torcedor viu, por exemplo, na Copa do Mundo de 2026 disputada no Canadá, nos Estados Unidos e no México.
"Esta é mais uma reunião que, como é prática desta gestão, se baseia no diálogo e acontece de forma democrática. Hoje daremos o pontapé inicial nesta série de cinco reuniões para falar de um novo regulamento, discutindo a implementação das regras que foram utilizadas na Copa do Mundo. Faz parte da reestruturação do futebol brasileiro. Esta é uma missão de todos: da CBF, dos clubes, das federações, cada um fazendo seu papel", discursou Xaud.
As medidas debatidas visam, principalmente, o aumento do tempo de bola rolando nos jogos das competições da CBF. A entidade apresentou aos dirigentes um comparativo. Segundo os dados apresentados, até a parada para a Copa do Mundo, o tempo médio de bola rolando na Série A do Brasileirão era de 52 minutos e 54 segundos, distante da meta da Ffifa de 60 minutos de bola rolando. De acordo com a apresentação nenhuma das grandes ligas mundiais consegue chegar a essa meta: a Premier League registra 55:23, a Ligue 1 56:17 (mesmo tempo da Bundesliga), La Liga 55:09 e Serie A, 54:28 (dados considerando a temporada 2026).
Segundo a apresentação, as medidas apontam para o resgate de 6 minutos e 22 segundos do tempo efetivo da partida, incluindo os prejuízos causados com a marcação de faltas, o tempo levado para reposição da bola em jogo, a duração dos atendimentos médicos e as checagens de VAR e impedimento semiautomático.
"A gente partiu de dados para entender onde estão as principais interrupções e o que podemos fazer para melhorar o jogo. O estudo mostra que existe espaço para recuperar mais de seis minutos de bola rolando por partida, e nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol", afirmou Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF.
A próxima reunião do conselho técnico está prevista para 14 de setembro e tratará da organização de competições.
Medidas aprovadas
1. Oito segundos com a bola nas mãos
Goleiro que exceder o limite entrega escanteio ao adversário.
2. Cinco segundos para arremesso lateral
Contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.
3. Cinco segundos para cobrar tiro de meta
Árbitro apita e conta cinco segundos. Caso goleiro exceda tempo, concede escanteio ao adversário.
4. Dez segundos para deixar o campo em substituições
Jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo de forma célere, sem caminhada.
5. Um minuto fora após atendimento
Atleta que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.
6. Após atendimento ao goleiro um jogador de linha fica fora por um minuto
Treinador ou capitão indica quem cumpre o minuto fora.
7. Somente o capitão fala com o árbitro
Um único interlocutor por equipe durante toda a partida.
8. Cobrir a boca em discussão: vermelho (Protocolo Vini Jr)
Tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário será conduta passível de expulsão.
9. Checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo
Passa a ser revisável pelo VAR o cartão que resulta em expulsão.
10. Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027)
Revisável quando levar diretamente a gol ou pênalti.

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