Pela sexta estrela

Vinicius Junior abre mão da vaidade em nome da conquista coletiva

Único sul-americano entre os 10 jogadores mais valiosos da Copa do Mundo e eleito pela Fifa o melhor jogador do planeta em 2024, camisa 7 deixa protagonismo em segundo plano e coloca a busca pelo hexa acima de qualquer conquista individual

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Marcos Paulo Lima
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Victor Parrini
12/06/2026 18:54
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Nova Jersey — Vinicius Junior é o único brasileiro e sul-americano entre os 10 jogadores mais valiosos da Copa do Mundo de 2026. Ao lado de nomes como Kylian Mbappé, Lamine Yamal, Pedri, Erling Haaland e outros craques, integra a elite do futebol mundial.

De todo esse grupo, porém, é o único eleito o melhor jogador do planeta, pela Fifa ou pela Bola de Ouro. Ainda assim, esvazia-se de toda e qualquer vaidade na véspera da estreia da Seleção Brasileira contra Marrocos, neste sábado (13/6), às 19h, no MetLife Stadium.

Acostumado aos holofotes e aos prêmios individuais, o camisa 7 da Seleção mostrou pouco interesse em transformar o Mundial em uma corrida particular por protagonismo. “Não estou preocupado em ser o melhor jogador da Copa. Quero ver o Brasil voltar ao topo. Chego mais experiente do que na última edição, com mais jogos e mais maturidade. O meu foco é fazer uma grande Copa do Mundo e ajudar a Seleção a conquistar os objetivos. O mais importante é jogar bem, ajudar a equipe e fazer com que todos tenham confiança. O que importa não é quantos gols vou marcar, mas onde podemos chegar”, afirmou.

Titular nas últimas 11 partidas, somando Seleção Brasileira e reta final da temporada pelo Real Madrid, Vinicius acredita ter alcançado a melhor versão da carreira justamente às vésperas do torneio.

“Este é o momento mais importante da minha carreira. Chego à Copa no nível físico e técnico que sempre sonhei. Não tive lesões durante a temporada e me preparei muito para viver esse momento”, celebrou.

A privacidade garantida pela Confederação Brasileira de Futebol em um hotel exclusivo em Basking Ridge, a seriedade do trabalho de Carlo Ancelotti e o crescente entrosamento do grupo ajudam a explicar a confiança do elenco. “Chegamos para sermos campeões. Estamos no nível das grandes seleções do mundo, temos grandes jogadores e evoluímos bastante nos últimos meses”, analisou.

Mil duzentos e oitenta e dois dias depois da eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa do Catar, Vinicius acredita que a Seleção ganhou uma nova oportunidade de escrever a própria história. “Em Copa do Mundo, tudo começa do zero. Não importa quem chegou à última final, quem venceu a Copa América ou o que aconteceu no passado. O que importa é o que começa a ser escrito a partir de amanhã”, discursou.

Embora rejeite o protagonismo individual, o atacante também evita qualquer excesso de confiança. O primeiro dos oito pedágios na rota rumo ao hexa passa por Marrocos, seleção que terminou a última Copa do Mundo em quarto lugar e segue entre as mais respeitadas do planeta.

“É uma equipe que planeja bem os jogos e consegue competir contra qualquer adversário. O futebol mudou bastante nos últimos anos e eles são um exemplo disso. Fizeram uma grande Copa do Mundo e contam com jogadores de alto nível, que atuam em grandes clubes. Sabemos das dificuldades, mas o Brasil está preparado para voltar ao topo”, assegurou.