COPA DO MUNDO 2026
Bellingham e Kane decidem na vitória da Inglaterra sobre o Panamá
Meia do Real Madrid e centroavante do Bayern de Munique aparecem para decidir no segundo tempo, garantem o triunfo por 2 x 0 e a liderança do Grupo L
COPA DO MUNDO 2026
Meia do Real Madrid e centroavante do Bayern de Munique aparecem para decidir no segundo tempo, garantem o triunfo por 2 x 0 e a liderança do Grupo L

Nova Jersey — A Inglaterra se orgulha de ter a liga mais rica, competitiva e badalada do planeta. Nesta temporada, colocou Arsenal na final da Liga dos Campeões, viu o Aston Villa conquistar a Liga Europa e o Crystal Palace levantar a Conference League. Também desembarcou na Copa do Mundo com o segundo elenco mais valioso do torneio, avaliado em cerca de R$ 8 bilhões. Coube, porém, aos “estrangeiros” destravar uma partida que insistia em permanecer amarrada contra o Panamá. O meia do Real Madrid, Jude Bellingham, abriu o placar aos 17 minutos do segundo tempo. Pouco depois, Harry Kane, atacante do Bayern de Munique, definiu a vitória por 2 x 0 no MetLife Stadium.
O triunfo ganhou um significado curioso. Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, a Inglaterra iniciou uma partida com quatro titulares atuando fora do próprio país. Além de Bellingham e Kane, o zagueiro Jarell Quansah, do Bayer Leverkusen, e Marcus Rashford, do Barcelona, integraram a formação inicial. A terra que exporta o campeonato mais poderoso do planeta precisou recorrer aos talentos lapidados no exterior para evitar um tropeço incômodo.
Os ingleses escaparam do segundo empate sem gols consecutivo, marca que, até então, dividiam apenas com Cabo Verde. A diferença é que o arquipélago lusófono trata a campanha como um feito histórico na primeira participação em Copas, enquanto a Inglaterra alimenta o sonho de conquistar o bicampeonato 60 anos depois do título de 1966.
A vitória também evitou um caminho muito mais espinhoso no mata-mata. Entre os sete campeões mundiais presentes nesta edição, apenas o Uruguai caiu ainda na fase de grupos. Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França e Inglaterra confirmaram a liderança das chaves. Terminar em primeiro estava longe de ser um capricho. A segunda colocação poderia colocar Portugal logo nos 16 avos de final e abrir a possibilidade de uma reedição da decisão da Eurocopa contra a Espanha nas oitavas.
A vitória por 2 x 0 pode até parecer modesta. O Brasil, por exemplo, aplicou 6 x 2 sobre praticamente a mesma base panamenha. A diferença esteve no primeiro tempo. A Inglaterra encontrou enorme dificuldade para romper o muro erguido pelo Panamá no 5-4-1. Eram duas linhas compactas, quase sem espaços entre os setores. Harry Kane pouco participou porque a bola simplesmente não chegava ao camisa 9. As melhores tentativas nasceram em chutes de média distância, principalmente com Marcus Rashford. Faltou um jogador capaz de romper linhas e desmontar a organização defensiva rival — um perfil semelhante ao de Cole Palmer, deixado fora da convocação por Thomas Tuchel.
O treinador alemão encontrou a solução no intervalo. Em vez de esperar Kane dentro da área, passou a potencializar a principal virtude do atacante. O camisa 9 gosta de abandonar a referência, recuar para organizar o jogo e arrastar a marcação. A movimentação abriu corredores para as infiltrações dos companheiros. Aos 16 minutos, Jude Bellingham apareceu na área para completar de primeira uma cobrança de escanteio e destravar a partida. Cinco minutos depois, o próprio meia do Real Madrid voltou a desequilibrar pela esquerda e encontrou Kane livre para ampliar de cabeça.
Enquanto Lionel Messi e Kylian Mbappé travam um duelo particular pela artilharia histórica das Copas, Harry Kane também escreve o próprio capítulo. O gol sobre o Panamá foi o 11º dele em Mundiais. O atacante do Bayern de Munique se tornou o maior goleador da história da Inglaterra na competição, ultrapassando Garry Lineker, autor de 10 gols nas edições de 1986 e 1990. Aos 32 anos, ainda tem tempo para escalar posições na lista dos maiores artilheiros de todos os tempos.
Nos acréscimos, ainda houve espaço e tempo para o Panamá marcar o gol de honra, não só na partida, mas na Copa do Mundo. A equipe ainda não havia balançado as redes. Chegou com José Fajardo, mas o centroavante foi flagrado em posição irregular. No instante seguinte, Fajardo se lançou em bola cruzada e, por pouco, não testou para vencer Pickford. A bola foi pela linha de fundo
Panamá 0 x 2 Inglaterra
Copa do Mundo (3ª rodada do Grupo L)
Local: MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)
Árbitro: Abdulrahman Al-Jassim (Catar)
Público: 80.663 presentes
Escalações
Panamá — Orlando Mosquera; Amir Murillo, Fidel Escobar, José Cordoba, Andrés Andrade e Jorge Gutiérrez (Éric Davis); Cristian Martínez, Yoel Bárcenas (Ismael Díaz), Carlos Harvey (Alberto Quintero) e José Luis Rodríguez (Azarias Londoño); Tomás Rodríguez (José Fajardo). Técnico: Thomas Crhristiansen
Cartões amarelos: Andrés Andrade e José Fajardo
Inglaterra — Jordan Pickford; Jarell Quansah (Djed Spence), Ezri Konsa, Marc Guéhi; Elliot Anderson (Jordan Henderson) e Jude Bellingham (Eberechi Eze); Bukayo Saka (Noni Madueke), Morgan Rogers e Marcus Rashford; Harry Kane (Ollie Watkins). Técnico: Thomas Tuchel
Gols: Jude Bellingham, aos 16 minutos do 2ºT, e Harry Kane, aos 21 minutos do 2ºT
Cartão amarelo: Quansah
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