O jogador paraguaio Miguel Almirón entrou para a história da Copa do Mundo de 2026 de uma forma nada comum. Na partida contra a Turquia, na sexta-feira (19/6), o meia de campo se tornou o primeiro jogador expulso por causa do chamado “Protocolo Vini Jr.”, a nova regra adotada pela Fifa para combater ofensas e possíveis casos de discriminação dentro de campo.
A expulsão se deu ainda no primeiro tempo, após Almirón discutir com um adversário e levar a mão à boca enquanto falava. Segundo informações da ESPN, o gesto chamou a atenção do VAR, que recomendou a revisão do lance. Depois de analisar as imagens, o árbitro aplicou o cartão vermelho (falta grave) ao jogador que foi expulso.
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A mudança nas regras surgiu após a repercussão de um episódio envolvendo o atacante brasileiro Vinícius Júnior. Em fevereiro deste ano, durante uma partida entre Real Madrid e o Benfica, o argentino Gianluca Prestianni teria feito uma ofensa racista ao brasileiro enquanto cobria a boca com a camisa, dificultando a identificação do que foi dito pelas câmeras e pela arbitragem. O caso gerou ampla discussão e levou a Fifa a endurecer a regra.
Com isso, a partir desta Copa do Mundo, esconder deliberadamente a boca durante discussões com adversários, árbitros ou outros participantes do jogo pode resultar em expulsão direta. A medida busca aumentar a transparência em situações de conflito e dificultar a prática de insultos, especialmente os de caráter racista ou discriminatório.
