MERCADO DA BOLA
Ancelotti tem o maior salário entre os técnicos de Copa; veja o ranking dos mais bem pagos
Estudo aponta inflação nos vencimentos de treinadores de seleções e mostra que altos salários não garantem sucesso dentro de campo
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Estudo aponta inflação nos vencimentos de treinadores de seleções e mostra que altos salários não garantem sucesso dentro de campo

A Copa do Mundo é o principal torneio de futebol, movimentando bilhões de dólares, desde os prêmios distribuídos pela Fifa até os salários dos jogadores, que costumam ser o centro das atenções quando o assunto é dinheiro. Mas quem também vem faturando cada vez mais são os treinadores das seleções.
Um levantamento realizado pelo portal Finance Football revelou os 26 técnicos mais bem pagos da Copa de 2026. Ao todo, os salários anuais somam R$ 442,56 milhões, o que representa cerca de R$ 17 milhões por técnico.
O crescimento dos salários acompanha a valorização financeira da Copa. Este ano, a Fifa vai distribuir um prêmio total de US$ 871 milhões, sendo US$ 655 milhões destinados ao desempenho esportivo das seleções e outros US$ 50 milhões reservados à federação campeã. Apenas a classificação para a fase final garantiu às equipes cerca de US$ 12,5 milhões.
O técnico mais bem pago desta Copa, surpreendentemente, foi eliminado nas oitavas de final. Carlo Ancelotti foi contratado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por cerca de R$ R$ 58,5 milhões por ano, cerca de quase R$ 5 milhões por mês. Com esse valor, o italiano estabeleceu um novo patamar salarial entre os técnicos.
O levantamento também mostra que algumas seleções mantiveram uma política salarial mais contida. Isso inclui até mesmo as duas equipes que irão disputar a final da Copa. Lionel Scaloni, atual técnico da Argentina, recebe R$ 13 milhões por ano, enquanto Luis de la Fuente, com a Espanha, recebe R$ 11,72 milhões por ano.
O caso brasileiro é apontado como um dos principais exemplos da valorização dos treinadores no ciclo da Copa. Antes da chegada de Ancelotti, a Seleção Brasileira era comandada por Dorival Júnior (Tite), cujo salário, juntamente com sua comissão técnica, era de aproximadamente R$ 21,3 milhões por ano. Após sua demissão, a CBF firmou um acordo de rescisão que manteve pagamentos mensais ao treinador até o fim da Copa.
Com a contratação de Ancelotti, o investimento aumentou significativamente, tornando o italiano o treinador de seleção mais bem pago do mundo. Apesar do alto custo, o resultado de Ancelotti deixou a desejar, alimentando debates sobre a relação entre investimento financeiro e desempenho esportivo.
Enquanto algumas federações apostaram em contratações milionárias, Espanha e Argentina seguiram uma estratégia diferente. Luis de la Fuente permaneceu no comando da seleção espanhola após conquistar a Eurocopa de 2024 e recusou propostas financeiramente mais vantajosas do futebol árabe para continuar no projeto da Espanha.
Já Lionel Scaloni manteve sua trajetória à frente da Argentina, com um salário inferior ao de diversos colegas, consolidando um modelo baseado na continuidade do trabalho e no desenvolvimento da equipe. Segundo a análise, as duas seleções chegaram à decisão do Mundial com custos significativamente menores em suas comissões técnicas quando comparadas ao investimento feito pelo Brasil.
O estudo também apontou uma forte inflação salarial, com uma diferença expressiva entre as duas últimas Copas do Mundo. Entre os principais aumentos estão:
Ao mesmo tempo, treinadores de seleções menores continuam recebendo salários bastante inferiores. Steve Clarke, da Escócia, aparece na última posição entre os 26 técnicos analisados, com cerca de R$ 3 milhões por ano
A análise conclui que a Copa do Mundo de 2026 consolidou dois modelos distintos de gestão no futebol de seleções. Enquanto algumas federações apostam em treinadores consagrados e contratos milionários, outras priorizam a continuidade do trabalho, o desenvolvimento interno e a estabilidade técnica.
*Obs: os valores foram convertidos em reais.
*Estagiária sob suppervisão de Paulo Floro.
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