EDUCAÇÃO

Distritais se reúnem com Sinpro para discutir greve dos professores

Deputados distritais vão entrar em negociações para viabilizar retorno dos professores, que entraram em greve no Distrito Federal

Pablo Giovanni
postado em 08/05/2023 13:56 / atualizado em 08/05/2023 19:22
 (crédito:  Ed Alves/CB/DA.Press)
(crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

Uma reunião, que ocorrerá na tarde desta segunda-feira (8/5), entre os deputados distritais e a diretoria do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) vai discutir sobre a greve dos professores na capital federal.

O encontro está marcado para ocorrer na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), às 15h, com a presença de todos os 24 distritais. O intuito é discutir soluções para a greve dos professores, além de uma retomada nas negociações entre o sindicato e o governo local.

O convite partiu do presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), e do presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), Gabriel Magno (PT). Mesmo com a determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) para a retomada das aulas, os professores não aderiram à determinação.

O caso

Em decisão proferida no domingo (7/5), o desembargador Roberto Freitas Filho acatou o pedido da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) e determinou a ilegalidade da greve dos professores da rede pública de ensino da capital do país. Na decisão, o magistrado ordena o imediato retorno dos professores ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 300 mil e possibilidade de corte do ponto dos servidores em caso de descumprimento.

Ao lembrar do reajuste concedido aos professores em três parcelas de 6%, o juiz afirmou que a greve instaurada se encaixa em "situação de abusividade". "Mesmo diante das dificuldades geradas pela pandemia, a categoria logrou o incremento remuneratório concedido pelo ente público, reajuste este concedido a todas as categorias, de forma linear e isonômica. As eventuais demandas remanescentes se encontram em pleno processo negocial, o que evidencia que o movimento paredista foi envidado em situação de abusividade", escreveu o magistrado.

A ofensiva do governo também pediu que Sinpro-DF pague uma multa avaliada em R$ 3 milhões, que se refere à greve ocorrida em 2017. A alegação é de que a paralisação daquele ano foi declarada abusiva, com determinação para encerramento sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A decisão judicial teria sido descumprida por 22 dias.

Ao Correio, o sindicato disse que vai recorrer da decisão, por entender que "quem define o fim da greve não é o Poder Executivo nem o Poder Judiciário, mas, sim, os trabalhadores e trabalhadoras reunidos em sua assembleia geral". O Sinpro garante que o calendário de mobilização está mantido, com piquetes e nova reunião do comando de greve na noite de quarta-feira. Já na quinta-feira (11/5), às 9h30, acontecerá a próxima assembleia geral. O local será divulgado em breve.

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