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Ministério Público pede investigação sobre flexões punitivas em escola no Itapoã

Promotoria deu prazo de cinco dias para esclarecimentos; PMDF afirma que policiais foram afastados e que o caso será apurado após episódio no CED 01.

Paulo Gontijo
postado em 26/02/2026 14:35
PMs obrigam alunos a fazerem flexões como punição no CED 01 do Itapoã -  (crédito: Material cedido ao Correio)
PMs obrigam alunos a fazerem flexões como punição no CED 01 do Itapoã - (crédito: Material cedido ao Correio)

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requisitou à Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal a abertura de procedimento preliminar para apurar a conduta de policiais que obrigaram alunos do Centro Educacional 01 do Itapoã (CED 01) a fazer flexões como punição no pátio da escola, na última quarta-feira (25/2). Um vídeo de 25 segundos, obtido pelo Correio, mostra os estudantes realizando o exercício durante toda a gravação.

O documento, assinado pela 3ª Promotoria de Justiça Militar, foi enviado ao corregedor-geral da PMDF e solicita a abertura de investigação após a divulgação das imagens. No texto, o órgão destaca a gravidade do caso e estabelece prazo de cinco dias para que a corporação apresente esclarecimentos.

Veja o vídeo: 

O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) afirmou que o episódio expõe contradições na política educacional e criticou a punição aplicada aos estudantes. “Hoje, enquanto o governo nega uniformes, a escola cívico-militar pune estudantes com flexões no pátio — não pelo aprendizado, mas pela cor da roupa que vestem. A humilhação tem cor: a da falta de respeito e da ausência do Estado”, declarou o sindicato, que classificou a situação como constrangedora e incompatível com o ambiente escolar.

Em nota, a PMDF informou que a direção da unidade apontou “equívoco na condução do episódio” e que os policiais envolvidos foram afastados e substituídos. A corporação afirmou ainda que não compactua com práticas constrangedoras no ambiente escolar, que o caso será apurado e reforçou compromisso com o Estatuto da Criança e do Adolescente e com a proteção integral de crianças e adolescentes.

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