Professores da rede pública do Distrito Federal fizeram paralisação das atividades nas escolas públicas na manhã desta quinta-feira (23/4). O movimento convocado pelo Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) é um protesto contra a redução dos salários de docentes temporários após mudanças no sistema EducaDF.
Após o anúncio da paralisação, o Governo do Distrito Federal (GDF) revogou, na última terça-feira (21/4), a portaria que alterava a forma de cálculo da remuneração dos professores temporários da rede pública. Além disso, o governo recebeu a Comissão de Negociação do Sinpro-DF para avançar nos debates e respostas à demandas da categoria.
O Sinpro-DF exige uma folha salarial suplementar para abater prejuízos causados a docentes em contrato temporário ainda neste mês. Outros tópicos foram debatidos, como o restabelecimento do pagamento por jornada de trabalho, em substituição ao processo de remuneração horista em voga desde 2007; e a substituição do sistema EducaDF por outro que corresponda à realidade das escolas do Distrito Federal.
O Sinpro-DF afirma que o sistema EducaDF foi adquirido de uma empresa de São Paulo e implementado pelo Governo do Distrito Federal ao custo de R$ 40 milhões. A entidade afirma que a ferramenta não passou por adaptações para atender à realidade das escolas e às normas específicas da capital.
O membro da comissão de negociação da classe Samuel Fernandes, exigiu também que o cadastro de reservas no concurso de 2022 seja zerado. “O acordo que o Sinpro firmou com o governo para o encerramento da greve de 2025 era de 3 mil nomeações, e nós ainda não alcançamos esse número”, disse.
Outra integrante da comissão, Márcia Gilda, ressaltou a importância do movimento da classe. “Nossa luta coletiva também arrancou do governo uma reunião com a governadora, que acontecerá na próxima semana”. A dirigente do Sinpro Élbia Pires destacou que, na luta, não há diferença entre professores efetivos e temporários, e todos estarão juntos e juntas em defesa da escola pública e dos direitos dos trabalhadores da educação: “Somos uma única categoria e assim exigimos ser tratados”, afirmou.
*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá
