Por Letícia Passos — O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, nesta sexta-feira (19/6), os dados obtidos a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) referentes à Educação no ano de 2025. A pesquisa, realizada em 79,3 milhões de domicílios brasileiros, oferece um panorama sobre as condições educacionais da população, reunindo informações sobre frequência escolar, nível de instrução, alfabetização, acesso ao ensino e desigualdades educacionais entre diferentes grupos sociais e regiões do país.
Os números mostram mostram que a capital federal mantém indicadores educacionais acima da média nacional. Em 2025, a taxa de analfabetismo na capital federal foi de 2% entre as pessoas de 15 anos ou mais, enquanto 41,3% da população com 25 anos ou mais possuía ensino superior completo, o maior percentual do país.
Ao todo, o DF tinha cerca de 48 mil pessoas analfabetas em 2025. O índice ficou abaixo da média brasileira, de 4,9%, e entre os menores do país, atrás apenas de Santa Catarina (1,5%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,9%). A pesquisa mostra ainda que o analfabetismo está diretamente relacionado à idade. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, a taxa chegou a 7%, o equivalente a 29 mil moradores que não sabem ler e escrever.
No nível de instrução, a capital federal segue na liderança nacional. Segundo a PNAD Contínua, 75,2% das pessoas com 25 anos ou mais concluíram ao menos o ensino médio em 2025. O percentual de moradores com ensino superior completo alcançou 41,3%, acima dos 31,3% registrados em 2016. A média de anos de estudo nessa faixa etária chegou a 12,2 anos, também a maior entre as unidades da Federação.
Apesar dos resultados positivos, a pesquisa aponta desigualdades entre grupos populacionais. Entre as pessoas brancas com 25 anos ou mais, 82,8% haviam concluído a educação básica obrigatória. Já entre pretos e pardos, o percentual foi de 70,1%, diferença de 12,7 pontos percentuais. A distância diminuiu em relação a 2016, quando era de 17,2 pontos, mas permanece elevada, segundo o IBGE.
Os dados também mostram avanços no acesso à educação. A taxa média de escolarização no Distrito Federal passou de 30,7% em 2024 para 32% em 2025, acima da média nacional, de 27,1%. Entre crianças de 6 a 14 anos, a universalização do ensino segue praticamente alcançada, com 99,6% frequentando a escola. Já entre os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização chegou a 97,6%, acima dos 94,8% registrados no ano anterior.
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Na faixa de 18 a 24 anos, 50,9% dos jovens estavam frequentando alguma instituição de ensino, o maior percentual do país. Considerando apenas o ensino superior, a taxa ajustada de frequência escolar líquida alcançou 48,4% em 2025, também a maior entre as unidades da Federação e acima dos 45,2% registrados em 2024.
Entre os jovens de 15 a 29 anos, a PNAD Contínua estima uma população de 730 mil pessoas no Distrito Federal. Desse total, 20,7% conciliavam estudo e trabalho, enquanto 32,7% apenas estudavam ou participavam de cursos de qualificação. Outros 34,3% estavam ocupados e não estudavam, e 12,4% não trabalhavam nem frequentavam cursos ou instituições de ensino. Entre as mulheres, a proporção das que não estudavam nem trabalhavam chegou a 16,2%, quase o dobro da observada entre os homens, de 8,8%.
