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A partir da novidade aplicada este ano no Sisu, que permite que os candidatos coloquem a nota das três últimas edições do Enem, 2023, 2024 e 2025, as vagas estão ficando cada vez mais concorridas. É o caso do curso de Inteligência Artificial, que desde o primeiro dia de inscrição, se mantém entre os mais procurados. Para Fernanda Farber, 22 anos, que entrou na terceira turma de IA da Universidade Federal de Goiás (UFG) em 2022, o curso é diferenciado e apresenta crescimento contínuo. “ Desde que eu comecei o curso, começou a se falar cada vez mais sobre inteligência artificial e mais conhecida a graduação ficava”, afirmou.
Para a estudante, o aumento da nota de corte é o reflexo do aumento e necessidade da área, que tende a crescer. Farber explica que as oportunidades de emprego também são fatores positivos do curso. “Quando o aluno vai para o mercado de trabalho, independentemente do semestre, ele consegue encontrar muitas vagas."
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De acordo com a mentora de estudos e analista de desempenho para vestibulares do cursinho Máxima Educação, Raphaela Costa, 28, o aumento nas notas de corte “já era esperado e tem caráter multifatorial”. “Ao longo do último ano, observamos um crescimento no número de alunos que retomaram o projeto de ingresso no ensino superior, seja pela melhora no desempenho no Enem, maior divulgação das possibilidades oferecidas pelo exame e, consequentemente, pelo Sisu. Soma-se a esse cenário o contexto econômico e o alto custo do ensino privado, que levam mais alunos a disputarem vagas nas universidades públicas”, afirmou.
Para Raphaela Costa, ao permitir o uso de notas de edições anteriores do Enem, o sistema passa a reunir candidatos com perfis mais diversos, incluindo aqueles que vêm acumulando bons resultados ao longo dos anos. Assim, a medida tende a intensificar a concorrência. O aumento, no entanto, deve servir de alerta para os alunos sobre a importância do planejamento. “O Sisu não é apenas uma disputa por nota, mas por estratégia. Alunos bem orientados, que analisam dados de notas de corte, perfil das universidades e possibilidades reais de aprovação, conseguem lidar melhor com um cenário mais competitivo”, orientou.
Assim como Farber, a mentora também acredita no crescimento contínuo de cursos ligados à tecnologia. “Esses cursos têm ganhado cada vez mais destaque por dialogarem diretamente com as transformações do mercado de trabalho e por prometerem permear praticamente todas as áreas profissionais em um futuro muito próximo”, disse. “Os jovens já perceberam que as perspectivas desse mercado são extremamente altas além da demanda por esses conhecimentos, o que tem elevado significativamente a concorrência, em alguns casos alcançando níveis semelhantes aos de cursos tradicionalmente disputados”.
Porém, ela destaca que isso não significa que cursos clássicos como medicina e direito serão substituídos ou ameaçados. É o caso de Maria Paula, 19 anos, foi uma das candidatas que aplicou a nota do Enem para medicina. Apesar de notar o aumento na média comparado aos anos anteriores, Paula afirma que “para medicina isso já era esperado. Não achei nada muito fora do comum, mas percebi que outros cursos tiveram um aumento muito grande mesmo”. A estudante, que até então aplicou para a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e para a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) , aplicou no sistema com a nota no último ano.