EuEstudante
postado em 17/08/2025 06:00 / atualizado em 17/08/2025 06:00
. - (crédito: Maurenilson Freire)
Por Isabella Villas Boas,Diretora Executiva de Produtos e Experiênciasde Aprendizagem da Cultura Inglesa
Não é surpresa que falar inglês não só abre portas para oportunidades de empregos no Brasil como também garante melhor remuneração. O que nem todos sabem é que o idioma também abre portas para empregos em países com moedas fortes, sem sair do Brasil.
Com o desenvolvimento de tecnologias que viabilizam o trabalho remoto, as fronteiras de contratação se desfizeram e hoje empresas em áreas como tecnologia, design, marketing e atendimento podem contar com profissionais do mundo inteiro. Suas vagas, talvez pouco atrativas para cidadãos locais, brilham aos olhos de quem vive em países com moedas mais fracas.
Um exemplo concreto dessa nova realidade é o da Luiza Oliveira, de 29 anos, desenvolvedora em uma multinacional americana de segurança da informação, com sede na Flórida. Formada em Nutrição e Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Luiza vive em Brasília e trabalha remotamente para a companhia desde 2021. O domínio do inglês, adquirido ainda na adolescência, em cursos da Cultura Inglesa, foi determinante para conquistar a vaga.
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No processo de admissão, Luiza passou por entrevistas com recrutadores brasileiros e americanos e hoje integra uma equipe multicultural com profissionais da Índia, África do Sul, Inglaterra e Estados Unidos. Para ela, mais do que saber a gramática, é fundamental desenvolver escuta ativa e empatia para lidar com sotaques e formas de comunicação. “Cada país tem sua maneira de construir frases, e a chave é ouvir com atenção. Outra dica é não se prender ao sotaque – todo mundo tem um; o importante é ser compreensível”, explica Luiza.
Como a experiência da Luiza mostra, não basta saber aquele “inglês para viagem”, limitado a interações básicas sobre comida, hospedagem, locomoção etc. Para usar o inglês num ambiente remoto, com colegas de diversos países, discutindo assuntos complexos, é necessário um nível de proficiência mais elevado que só anos de estudos e dedicação garantem.
Como se preparar? Para quem deseja seguir esse caminho, é importante participar de grupos de networking internacionais em redes sociais e fóruns técnicos; consumir conteúdo em inglês; buscar certificações reconhecidas, como Cambridge e IELTS; praticar conversação por meio de plataformas on-line. Esse preparo precisa ser intencional.
Vá além do “inglês técnico”: a maioria dos profissionais lida com termos técnicos em inglês, principalmente em áreas como TI, design e marketing. O grande desafio está no inglês não técnico: conduzir reuniões, entender piadas ou expressões idiomáticas, adaptar o tom de voz em e-mails e reuniões virtuais. Essa fluência prática faz toda a diferença.
Desenvolva a comunicação multicultural: trabalhar com equipes globais exige mais do que fluência: é preciso entender sotaques, hábitos e formas de comunicação. Desenvolver empatia, escuta ativa e saber como adaptar sua linguagem é uma habilidade-chave para se destacar.
Invista em cursos focados em career skills: Além do inglês, o mercado valoriza competências como colaboração, resolução de problemas, adaptabilidade e comunicação em ambientes remotos. Escolher cursos que integrem o idioma a essas habilidades pode impulsionar sua empregabilidade.Diante dessa demanda crescente, escolas de idiomas têm adaptado seus currículos para incluir temas como comunicação intercultural, preparação para entrevistas e simulações de reuniões. A Cultura Inglesa, por exemplo, passou a oferecer cursos que unem o ensino do idioma a competências profissionais voltadas para o mercado global. Com dedicação e as ferramentas certas, é possível conquistar uma carreira internacional sem sair do Brasil.