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postado em 12/07/2026 06:00 / atualizado em 12/07/2026 06:00
TRA-1207-artigo.jpg. Inteligência Artificial - (crédito: Maurenilson/CB)
Enquanto muitos profissionais ainda discutem se a inteligência artificial vai substituir empregos, o mercado já parece ter respondido a uma pergunta mais urgente: quem domina a tecnologia está sendo muito mais valorizado?
Uma pesquisa da PwC revelou que profissionais com conhecimentos em inteligência artificial podem receber salários até 62% maiores do que aqueles que exercem funções semelhantes sem domínio dessas ferramentas. O dado não apenas confirma uma tendência, mas evidencia uma profunda transformação na forma como empresas contratam, remuneram e definem seus talentos.
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Historicamente, grandes revoluções tecnológicas alteraram a dinâmica do trabalho. A mecanização, a eletricidade, a informática e a internet mudaram setores inteiros. A inteligência artificial, porém, avança em uma velocidade inédita. Em poucos anos, ela deixou de ser um recurso restrito às grandes empresas de tecnologia e passou a integrar a rotina de profissionais de diversas áreas, do marketing à saúde, do direito à indústria.
Nesse novo cenário, a qualificação tecnológica deixou de ser um diferencial e se tornou um requisito básico. Empresas buscam profissionais capazes de interpretar dados, automatizar processos, utilizar ferramentas inteligentes e, principalmente, compreender como a tecnologia pode gerar resultados concretos.
A valorização salarial identificada pela pesquisa reflete justamente essa nova realidade. O mercado remunera melhor quem consegue unir conhecimento técnico, pensamento estratégico e capacidade de adaptação. A inteligência artificial amplia a produtividade, reduz tarefas repetitivas e permite que as pessoas concentrem esforços em atividades de maior valor agregado.
Ao mesmo tempo, é preciso combater a ideia de que a tecnologia substituirá completamente o ser humano. A criatividade, a capacidade de relacionamento, o pensamento crítico e a visão estratégica continuam sendo competências essencialmente humanas. A IA funciona como uma ferramenta de potencialização dessas habilidades, não como sua substituta.
Outro ponto importante é que a transformação digital não acontece apenas nas grandes corporações. Pequenas e médias empresas também vêm adotando soluções de inteligência artificial para reduzir custos, melhorar a experiência dos clientes e aumentar a competitividade. Isso amplia ainda mais a demanda por profissionais qualificados.
O risco maior, portanto, não está na inteligência artificial em si, mas na falta de preparação diante das mudanças. Profissionais que resistirem à atualização podem enfrentar maiores dificuldades de inserção e crescimento no mercado de trabalho, enquanto aqueles que investirem em capacitação estarão melhor posicionados para as oportunidades que já começam a surgir.
A discussão não deve ser se a inteligência artificial fará parte do futuro do trabalho. Ela já faz parte do presente. A questão, agora, é quem estará preparado para aproveitar os benefícios dessa nova economia digital.
Por Dhiego Soares, presidente do Global Tech Institute (GTI). Sua trajetória é marcada por uma transição bem-sucedida entre o desenvolvimento de sistemas complexos e a gestão de alto nível, focada em resultados escaláveis e liderança de times de alta performance.