LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Opositores de Putin têm destino trágico na Rússia; confira lista

Não há informações claras sobre a causa das mortes dos opositores do regime do presidente da Rússia, Vladimir Putin

Opositores russos mortos. Na ordem da esquerda para direita: Alexei Navalny - opositor político, Yevgeny Prigozhin - líder do grupo Wagner, Boris Berezovsky - magnata russo e Sergei Skripal, ex-agente russo  -  (crédito: Wikicommons)
Opositores russos mortos. Na ordem da esquerda para direita: Alexei Navalny - opositor político, Yevgeny Prigozhin - líder do grupo Wagner, Boris Berezovsky - magnata russo e Sergei Skripal, ex-agente russo - (crédito: Wikicommons)
postado em 16/02/2024 11:37

A morte de Alexei Navalny, opositor do presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta sexta-feira (16/2), foi mais um óbito entre os diversos líderes políticos russos contrários ao chefe do Kremlin. Ex-advogado de 47 anos, Navalny morreu na prisão de Yamalo-Nenets, onde ele cumpria pena há cerca de três anos.

Ainda não há detalhes sobre a morte. Navalny foi detido por forças russas em janeiro de 2021 após retornar da Alemanha e ser sentenciado à prisão até completar 74 anos, por acusações que, segundo ele, foram forjadas para mantê-lo afastado da política. O serviço penitenciário do país afirmou que Navalny morreu após passar mal na prisão.

Yevgeny Prigozhin, chefe do Grupo Wagner

Wagner é um grupo de mercenários que se manifestava contra o presidente russo Putin. Líder da equipe, Yevgeny Prigozhin morreu em agosto do ano passado quando um jato em que estava caiu na cidade de Tver, ao norte de Moscou. Prigozhin se mostrava contrário ao líder russo em assuntos que envolviam a guerra contra a Ucrânia.

As 10 pessoas que estavam na aeronave morreram, de acordo com a investigação. Com as especulações internacionais, o governo russo negou que o líder mercenário teria sido morto sob suas ordens. O grupo Wagner também tinha divergências com assuntos ligados à defesa na Rússia. Os mercenários faziam ações para atacar representantes do governo.

Boris Berezovsky, magnata russo

Outro opositor de Vladimir Putin morto foi o magnata russo Boris Berezovsky. Ele, que morreu em Londres no ano de 2013, havia se exilado após a chegada de Putin ao poder, em 2000. Berezovsky foi encontrado morto no banheiro de sua residência, com sinais aparentes de enforcamento.  

Katerina Sabirova, uma mulher com quem o magnata se relacionava, disse não acreditar na hipótese de suicídio e que Berezovsky teria dito que gostaria de voltar à Rússia. Na ocasição, o governo russo afirmou que Berezovsky, feroz opositor a partir do exílio, havia escrito a Putin para implorar por seu perdão e pedir para retornar à Rússia.

No Brasil, o bilionário Boris Berezovsky tinha ligações com o Corinthians. Empresa dele, a MSI e o clube paulista firmaram um contrato em 2004 que rendeu o título do Campeonato Brasileiro do ano seguinte. A associação, encerrada em 2007, provocou uma série de investigações no Brasil sobre lavagem de dinheiro envolvendo Berezovsky.

Sergei Skripal, ex-agente russo

Ex-espião russo, Serguei Skripal e sua filha, Yulia, foram contaminados com uma substância tóxica em casa no Reino Unido em 2018. Eles foram achados inconscientes no banco do parque de uma cidade próxima a Londres. As autoridades britânicas acusam a Rússia do ataque porque o agente tóxico em questão, conhecido como Novichok, foi concebido pelo setor militar soviético há décadas. Moscou negou as acusações.

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