ESTADOS UNIDOS

Autoridades dos EUA celebram captura de Maduro e indicam fim da operação militar

Trump chama ação de "brilhante", aliados falam em "novo amanhecer" para a Venezuela, e governo norte-americano sinaliza que não prevê novas ofensivas

Autoridades dos EUA celebram captura de Maduro na manhã deste sábado (3/1) e indicam fim da operação militar
 -  (crédito: Agência France-Presse)
Autoridades dos EUA celebram captura de Maduro na manhã deste sábado (3/1) e indicam fim da operação militar - (crédito: Agência France-Presse)

A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos provocou repercussão política interna neste sábado (3/1), com declarações de apoio de aliados do presidente Donald Trump, manifestações do Departamento de Estado e avaliações no Congresso americano de que a ofensiva chegou ao fim.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Em entrevistas e publicações nas redes sociais, autoridades classificaram a operação como um sucesso estratégico e defenderam que o episódio inaugura uma nova fase para a Venezuela.

Poucas horas após o anúncio da ação militar, Trump elogiou publicamente a operação, afirmando que se tratou de uma iniciativa “brilhante” e necessária. Em entrevista ao New York Times, o republicano afirmou estar satisfeito com a condução do governo no episódio. “Eu adoro este trabalho”, disse, ao ser questionado sobre decisões de política externa em seu segundo mandato.

Leia mais: Venezuela promete mobilização total para 'resistir' a ataque dos EUA

A avaliação positiva também se refletiu no Departamento de Estado. Segundo o senador republicano Mike Lee, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o governo americano não prevê novas ações militares na Venezuela, agora que Maduro está sob custódia dos Estados Unidos. A declaração foi divulgada pelo parlamentar na rede social X, após uma conversa direta com Rubio. Lee, que inicialmente havia demonstrado reservas quanto à ofensiva, classificou a decisão como um ponto de encerramento da operação.

Mike Lee sinaliza fim das operações na Venezuela
Mike Lee sinaliza fim das operações na Venezuela (foto: Reprodução / X )

No mesmo sentido, o subsecretário de Estado Christopher Landau celebrou a captura do líder venezuelano e adotou um tom simbólico. “Um novo amanhecer para a Venezuela. O tirano se foi. Agora, finalmente, enfrentará a Justiça por seus crimes”, escreveu, também no X. A mensagem reforçou o discurso do governo Trump de que a ação teria como objetivo "restaurar a democracia" no país sul-americano.

Nos bastidores de Washington, a repercussão também reacendeu debates antigos que marcam a relação entre os dois países desde 2013. Parlamentares e integrantes do governo voltaram a citar a não legitimação, pelos Estados Unidos, das reeleições de Maduro em 2018 e 2024, além das sanções impostas por Washington após denúncias de violações de direitos humanos. Entre 2019 e 2023, os EUA chegaram a reconhecer o opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, o que levou ao rompimento de relações diplomáticas com Caracas.

Apesar do tom de celebração adotado por aliados do presidente, setores do Congresso acompanham com cautela os próximos passos do governo. A sinalização oficial de que não haverá novas ofensivas militares busca reduzir tensões internas e internacionais, mas parlamentares democratas já defendem maior transparência sobre os desdobramentos jurídicos e diplomáticos da custódia de Maduro nos Estados Unidos.

  • Google Discover Icon
postado em 03/01/2026 09:06
x