Crise na Venezuela

Número de mortos em ataque dos EUA à Venezuela sobe para 80, diz NYT

Ação das forças armadas do país norte-americano resultaram na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da esposa Cilia Flores, no sábado (3/1)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevistas que nenhum militar americano morreu na ação -  (crédito: AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevistas que nenhum militar americano morreu na ação - (crédito: AFP)

O número de mortos após os ataques dos Estados Unidos na Venezuela, realizados na madrugada de sábado (3/1), subiu para 80, segundo informações divulgadas neste domingo (4) pelo jornal The New York Times.

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Anteriormente, o total de vítimas havia sido estimado em 40 mortos entre civis e militares, no entanto, a nova informação foi confirmada ao veículo por uma fonte do alto escalão venezuelano, sob condição de anonimato.

Apesar da atualização extraoficial, o governo venezuelano mantém o registro oficial de 40 mortos. Em declaração, o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino, disse que o total poderia subir, diante do impacto dos bombardeios e dos combates ocorridos durante a operação. Ele ainda afirmou que grande parte da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta nos ataques e classificou a ação como um “sequestro covarde”. 

O líder venezuelano e a esposa, Cilia Flores, foram levados para os Estados Unidos e chegaram na noite de sábado à cidade de Nova York, onde Maduro permanece sob custódia de autoridades americanas. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevistas que nenhum militar americano morreu na ação e afirmou que o país deve assumir o controle político e econômico da Venezuela, incluindo a abertura do mercado petroleiro para empresas norte-americanas. 

Em nota conjunta divulgada neste domingo (4), os governos do Brasil, Espanha, México, Chile, Colômbia e Uruguai manifestaram “profunda preocupação e rejeição” à intervenção. Os países afirmaram que a iniciativa viola princípios do direito internacional e representa um “precedente perigoso” para a estabilidade da América Latina.

 

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postado em 04/01/2026 19:11
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