VENEZUELA

'Dancinhas' de Maduro foram estopim para ataque dos EUA, diz NY Times

Equipe de Trump teria entendido que gestos públicos do venezuelano zombavam das ofensivas estadunidentes

Em um desses episódios, na última semana, Maduro aparece dançando enquanto uma gravação da própria voz repetia a frase
Em um desses episódios, na última semana, Maduro aparece dançando enquanto uma gravação da própria voz repetia a frase "sem guerra louca" em inglês - (crédito: Federico PARRA / AFP)

Ao longo dos últimos meses, os discursos e a escalada de operações dos Estados Unidos a embarcações venezuelanas davam o tom dos planos de Donald Trump contra a Venezuela, mas um gesto aparentemente inofensivo e provocador pode ter sido a gota d’água para a ofensiva do republicano. Segundo o jornal estadunidense New York Times, passos de dança feitos pelo então líder venezuelano Nicolás Maduro em discursos públicos foram contribuintes para operação militar. 

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Não se trata de um episódio específico, mas de uma série de gestos públicos que, segundo fontes anônimas ouvidas pelo NY Times, teriam convencido a equipe de Trump de que o líder venezuelano estaria “zombando” e testando o que acreditava ser um blefe do republicano. 

Em um desses episódios, na última semana, Maduro aparece dançando enquanto uma gravação da própria voz repetia a frase “sem guerra louca" em inglês. O episódio aconteceu após ataque dos EUA a um porto que Trump alegou ser usado para tráfico de drogas. 

Ainda em dezembro, o então líder venezuelano rejeitou o que seria um ultimato do estadunidense. Ao jornal, envolvidos afirmaram que a proposta previa que Maduro deixasse o poder e fosse para um exílio luxuoso na Turquia. 

Com o sequestro de Maduro pelas forças norte-americanas, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela nesta segunda-feira (5/1). Apesar de ser aliada do líder venezuelano, o nome de Rodríguez teve o respaldo do governo Trump. 

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Uma das razões para a decisão contraditória seria a gestão da governante em relação à indústria de petróleo no país. Envolvidos na negociação acreditam que a presidente interina pode favorecer futuros investimentos dos EUA no setor de energia no país.

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postado em 05/01/2026 20:03
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