
Representando o Brasil na cerimônia de assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que ocorre neste sábado (17/1), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o entendimento firmado em Assunção, comprova a força do mundo democrático e o compromisso das duas regiões com a ordem multilateral baseada em regras.
Ao iniciar a fala, o chanceler transmitiu uma saudação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e relata o encontro mantido na véspera, no Rio de Janeiro, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Segundo Vieira, Lula avalia que o acordo demonstra ser possível alcançar prosperidade compartilhada por meio do livre comércio regulado, com benefícios concretos para europeus e sul-americanos.
“O acordo que assinamos hoje estabelece uma parceria entre nossas duas regiões, com enorme potencial econômico e profundo significado geopolítico”, afirma o ministro. De acordo com ele, o tratado lança as bases de uma relação duradoura entre os hemisférios, orientada ao desenvolvimento sustentável e ao bem-estar de mais de 700 milhões de pessoas.
Vieira destaca que o acordo deve gerar empregos, ampliar investimentos, fortalecer a integração produtiva e facilitar o acesso a bens e serviços de qualidade, além de estimular a inovação tecnológica e o crescimento econômico com inclusão social. Para o chanceler, o pacto também assume papel central na segurança econômica das duas regiões, ao diversificar parceiros comerciais, cadeias produtivas e fontes de suprimento.
Em um cenário internacional marcado por incertezas, protecionismo e tensões geopolíticas, o ministro afirma que o tratado envia uma mensagem clara ao mundo. “Acreditamos na cooperação, no diálogo e em soluções construídas de forma coletiva”, diz, ao destacar que o acordo é sustentado por valores comuns, como democracia, Estado de Direito, respeito aos direitos humanos e proteção do meio ambiente.
O chanceler ressalta ainda que o entendimento integra compromissos multilaterais nas áreas ambiental, social e trabalhista e incorpora um capítulo específico sobre comércio e gênero, voltado ao fortalecimento de políticas públicas de inclusão e empoderamento de mulheres e meninas.
Ao encerrar, Vieira afirma que o acordo é resultado de um esforço coletivo de mais de 25 anos de negociações e destaca a responsabilidade das partes na implementação equilibrada do tratado. Para ele, o entendimento marca o compromisso de países europeus e sul-americanos com a construção de uma ordem multipolar mais estável, pacífica e baseada na soberania dos povos.
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