Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7/1) que apreenderam o navio petroleiro Marinera (anteriormente chamado de "Bella 1"). A embarcação está ligada à Venezuela, mas navega sob bandeira russa. A interceptação foi confirmada pelo exército dos EUA nesta quarta-feira (7/1). O governo da Rússia, logo depois do episódio, emitiu um comunicado encarregado de repudiar a apreensão do petroleiro. Para o país, a ação violou o direito marítimo, além de apontar a falta de “jurisdição para o uso da força".
O Ministério dos Transportes russo confirmou a apreensão do Marinera. Disse, também, que a embarcação foi perdida após a abordagem dos EUA. "De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, a liberdade de navegação aplica-se em alto mar, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registradas nas jurisdições de outros Estados", escreveu, via comunicado.
Episódio aumenta tensão
Segundo informações divulgadas pela imprensa americana, o navio foi escoltado por um submarino russo nos últimos dias. O episódio pode, além disso, gerar aumento de tensão na relação entre Estados Unidos e Rússia.
De acordo com a Casa Branca, o Marinera integra a “frota fantasma” da Venezuela. É, também, alvo de sanções. Faz parte da campanha de pressão do governo Trump contra o regime do país sul-americano. O governo americano já havia imposto, em dezembro, uma ordem de bloqueio aos petroleiros do país. Em seguida, apreendeu duas embarcações do tipo, ainda em 2025.
"O Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, em coordenação com o Departamento de Guerra, anunciam hoje a apreensão do navio M/V Bella 1 por violar sanções dos EUA. A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte de acordo com um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo (navio) USCGC Munro", confirmou o exército americano, via comunicado.
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Apoio britânico
Depois de um pedido de ajuda dos EUA, John Healey, secretário de Defesa britânico, confirmou em discurso público que o Reino Unido deu apoio à operação. De acordo com ele, a embarcação possui um “histórico nefasto”, além de estar ligada a “redes russas e iranianas de evasão de sanções”.
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