Países da União Europeia avaliam impor tarifas de 93 bilhões de euros (R$ 580 bilhões pela cotação atual) aos Estados Unidos em retaliação às ameaças de tarifaço feitas por Donald Trump, segundo o Financial Times. Ainda neste domingo (18/1), líderes de membros do bloco tiveram uma reunião de emergência após as declarações do presidente estadunidense. No sábado (17/1), ele anunciou taxas contra países europeus contrários ao plano dele de anexar a Groenlândia.
Segundo o Financial Times, a lista de medidas tarifárias foi elaborada em 2025, mas suspensa para evitar uma guerra tarifária em grande escala. Além das tarifas, a UE estuda ainda restringir o acesso de empresas dos Estados Unidos ao mercado do bloco, mecanismo chamado de instrumento anticoerção (ACI).
Os ataques do estadunidense foram retaliados por diversos líderes europeus, inclusive aliados, como a premier italiana Giorgia Meloni, que classificou as tarifas como “um erro”. Já o presidente da França, Emmanuel Macron, subiu o tom sobre a necessidade de aplicar o ACI.
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Não há informações sobre quando ou sobre que produtos as taxações europeias iriam impactar. Já o novo tarifaço estadunidense, aponta Trump, passaria a vigorar a partir de 1º de fevereiro, com alíquota inicial de 10%. O presidente apontou ainda que a porcentagem pode chegar até 25% em junho caso não haja um acordo. A medida impacta os países da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.
As ofensivas de Trump aumentaram na última semana, após a visita à Dinamarca por líderes dos EUA contrários à anexação e protestos na Groenlândia contra o Republicano. A ilha que fica ao norte do Canadá é um território autônomo da Dinamarca.
Desde a posse presidencial, Trump faz discursos insistentes sobre anexar o território. Apesar de propor a compra do território, ele não descarta a hipótese de uma operação militar. Segundo ele, a ilha é fundamental para a segurança nacional dos EUA, pois iria abrigar parte da estrutura antimísseis do país, chamada pelo republicano de Domo de Ouro. Além desse fator, a riqueza em recursos minerais no local pode ter chamado a atenção de Trump.
Diante das constantes ameaças, a Dinamarca intensificou as operações militares na Groenlândia e vai contar com efetivos da Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia para uma missão de treinamento.
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