
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou, em uma postagem feita na rede social Truth Social, nesta segunda-feira (2/2), ter tido uma amizade com o ex-financista Jeffrey Epstein, pivô de um escândalo sexual de menores de idade e que morreu na cadeia após ter sido condenado, em 2019.
Na publicação, o republicano afirmou que o autor Michael Wolff, junto do próprio Epstein, armaram uma série de conspirações contra o mandato dele à frente dos EUA. Além disso, Trump chamou Wolff de "canalha".
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Ele ainda negou que tenha marcado presença na ilha de Epstein. O local, situado na região das Ilhas Virgens Americanas, no Caribe, foi o epicentro dos abusos cometidos contra mulheres por parte do magnata durante décadas. "Eu nunca fui à ilha infestada de Epstein, mas quase todos esses democratas corruptos e seus doadores foram", escreveu.
"Eu não só não era amigo de Jeffrey Epstein como, com base em informações que acabam de ser divulgadas pelo Departamento de Justiça, Epstein e um 'autor' mentiroso e canalha chamado Michael Wolff conspiraram para me prejudicar e/ou prejudicar minha Presidência", completou. Trump ainda ameaçou processar opositores que o ligam ao caso.
O presidente dos EUA fez críticas a Wolff, jornalista e autor de uma série de livros sobre o mandato de Donald Trump à frente do país norte-americano. Wolff aparece nos arquivos da investigação e é citado como responsável por trocas de e-mails com Epstein sobre Trump. Arquivos publicados no final de 2025 mostram uma mensagem trocada entre ambos, em 2019, em que o milionário, antes de morrer, revela que o republicano "sabia" sobre as "garotas".
Em 2024, Wolff afirmou ter entrevistado Epstein para um dos livros que escreveu, entitulado de Fogo e Fúria: Por Dentro da Casa Branca de Trump. O livro, lançado seis anos antes, mostra bastidores do primeiro mandato do presidente.
O Departamento de Justiça publicou, na última sexta (30/1), mais de 3 milhões de páginas sobre as investigações relacionadas ao escândalo de abuso sexual arquitetado por Epstein. Em 2019, ele tirou a própria vida no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, em Nova York, onde estava preso. Ela aguardava julgamento para conhecer a sentença final.

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