
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) deixou nesta quinta-feira (12/2) a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master.
A decisão foi tomada após uma reunião realizada com todos os ministros da Corte, um dia depois da Polícia Federal enviar um relatório para o presidente do STF, Edson Fachin, com menções a Toffoli no caso do Master.
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Uma fonte da PF ouvida pela BBC News Brasil informou que o documento apresenta "achados" relativos ao ministro no âmbito da investigação.
A saída de Toffoli da relatoria foi comunicada por meio de uma nota divulgada pelo STF e assinada pelos dez minitros.
Segundo o texto, Toffoli foi quem pediu para sair do caso. Um novo relator será sorteado.
"A pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição", diz um dos trechos da nota.
"A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator."
Os ministros do tribunal afirmaram "não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição", e manifestaram apoio ao colega na condução do caso.
"Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR", diz um dos trechos da nota.
A suspeição é quando um juiz ou autoridade encarregada de determinado processo se afasta do caso por possuir relações pessoais ou outras questões possam afetar sua imparcialidade.
Essa reportagem está sendo atualizada.

