
A primeira-ministra Sanae Takaichi prometeu nesta sexta-feira (20/2) transformar o Japão em um país forte e próspero, ao mesmo tempo em que criticou a China e se comprometeu a continuar estimulando o crescimento após a vitória esmagadora de seu partido nas eleições.
"A China está intensificando suas tentativas de alterar unilateralmente o 'status quo' pela força ou a coerção no Mar da China Oriental e no Mar da China Meridional, ao mesmo tempo que amplia e reforça suas atividades militares nas áreas ao redor do nosso país", afirmou Takaichi durante um discurso no Parlamento sobre as linhas gerais de seu governo.
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Em sintonia com seu antecessor Shigeru Ishiba, Takaichi também afirmou que o Japão enfrenta o "ambiente de segurança mais grave e complexo" desde a Segunda Guerra Mundial, apontando não apenas para a China, mas também para a Rússia e a Coreia do Norte.
Takaichi disse que pretende revisar, ainda este ano, os três principais documentos de defesa do Japão, dado que "as mudanças no ambiente de segurança — como o surgimento de novas formas de guerra e a necessidade de preparação para os conflitos prolongados — estão acelerando em uma ampla gama de setores".
Ela acrescentou que deseja acelerar os debates sobre uma flexibilização adicional da proibição autoimposta pelo Japão à exportação de armas letais.
"Isso contribuirá para reforçar a capacidade de dissuasão e resposta de nossos aliados e parceiros próximos. Também ajudará a fortalecer a base de produção de defesa do Japão e seu capítulo de tecnologias civis", declarou Takaichi.
A primeira-ministra japonesa, cujo Partido Liberal Democrático (PLD) obteve maioria de dois terços nas eleições antecipadas de 8 de fevereiro, enfureceu a China ao sugerir, em novembro, que o Japão poderia intervir militarmente se Pequim tentasse tomar Taiwan pela força.
A China, que considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para anexá-la, aconselhou seus cidadãos a não viajar ao Japão.
Ao comentar o cenário econômico, Takaichi insistiu que suas políticas fiscais não serão imprudentes, mas os investidores temem que seus esforços para estimular o crescimento e ajudar os consumidores diante da inflação ampliem a dívida do Japão.
"Não vamos adotar uma política fiscal imprudente que abale a confiança do mercado", declarou Takaichi.
"Vou continuar apertando o botão do crescimento", disse, ao assumir o compromisso de fomentar o investimento interno em áreas de "gestão de riscos", como energia, saúde, infraestrutura e cibersegurança.

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