Os presidentes da França, Emannuel Macron, e da Rússia, Vladimir Putin, se manifestaram nas redes sociais, na manhã deste sábado (28/2), após o início dos ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Em publicação no X, Macron afirmou que o conflito tem "graves consequências para a paz a e segurança internacionais" e declarou que França está pronta para mobilizar recursos para proteger seus cidadãos e parceiros na região.
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O líder francês também pressionou o regime iraniano a retomar negociações “de boa-fé” para encerrar seus programas nucleares e de mísseis balísticos.
"A atual escalada é perigosa para todos. Ela precisa parar. O povo iraniano também precisa poder construir seu futuro livremente. Os massacres perpetrados pelo regime islâmico o desacreditam e exigem que o povo tenha voz. Quanto antes, melhor", escreveu.
Reação russa
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, aliado próximo de Putin, acusou Trump de agir sob um discurso contraditório.
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“O pacificador mostrou mais uma vez a sua verdadeira face. Todas as negociações com o Irã eram fachada. Ninguém duvidava disso. Ninguém realmente queria negociar nada”, escreveu Medvedev. Ele ainda ironizou as recentes declarações de Trump de que ele teria encerrado guerras, ao mesmo tempo que promove operações no Oriente Médio e no Caribe, e especialmente a invasão à Venezuela.
Medvedev ainda disse que "a questão é quem tem mais paciência para esperar pelo fim inglório do seu inimigo". "Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2.500 anos. Vamos ver daqui a 100 anos", declarou.
Ataques e retaliações
As declarações ocorrem após uma ofensiva coordenada dos Estados Unidos com Israel contra alvos no Irã, na madrugada deste sábado (28/2). Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades do país. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a operação e afirmou que o objetivo é impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear e para proteger cidadãos americanos.
Em resposta, o governo iraniano lançou mísseis e drones contra Israel e realizou ataques contra bases militares americanas no Bahrein, no Kuwait e no Catar.
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O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que o país “não hesitará” em sua reação. Em nota publicada no X, o governo afirmou que as Forças Armadas iranianas responderão “de forma decisiva aos agressores, com plena autoridade”.
