Oriente Médio

Iranianos comemoram anúncio da morte de Khamenei

Vídeos mostram iranianos comemorando após Donald Trump afirmar que o líder supremo Ali Khamenei morreu em operação de Estados Unidos e Israel; Teerã não confirmou a informação

Muitos iranianos tomaram as ruas para celebrar com gritos e música as informações de que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, tinha morrido na operação de Estados Unidos e Israel, segundo vídeos verificados pela AFP.

"Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto", escreveu em sua rede social o presidente americano Donald Trump, uma afirmação não confirmada por Teerã.

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Vídeos divulgados no Telegram e verificados pela AFP mostram iranianos com música a todo o volume, comemorando, aplaudindo e buzinando de seus veículos.

As comemorações começaram ainda antes do anúncio de Trump, quando circularam outras informações sobre a morte de Khamenei, pouco depois das 23h locais (16h30 em Brasília), segundo várias testemunhas e gravações de áudio.

Essas testemunhas afirmaram que ouviram gritos de entusiasmo em muitas partes de Teerã e que moradores foram até suas janelas para aplaudir e tocar música.

Nos vídeos compartilhados nas redes sociais e verificados pela AFP ouviam-se assobios altos e prolongados, vivas e fogos de artifício.

Nesse momento, segundo as redes sociais, as pessoas ainda não tinham saído em massa às ruas para comemorar.

Muitos iranianos estavam temerosos após a violenta repressão dos protestos maciços contra o governo no mês passado. 

Os protestos começaram em dezembro, motivados pelos problemas econômicos do país afetado pelas sanções, mas logo se transformaram em um movimento de contestação a nível nacional que alcançou seu ápice nos dias 8 e 9 de janeiro, o que representou um dos maiores desafios para os líderes iranianos em anos.

Os distúrbios provocaram uma repressão violenta do governo que causou a morte de milhares de pessoas.

A organização radicada nos Estados Unidos Human Rights Activists News Agency (HRANA) registrou mais de 7.000 mortes, mas advertiu que o número total de vítimas provavelmente é muito maior.

As autoridades iranianas reconhecem mais de três mil mortes, mas atribuem a violência a "atos terroristas" orquestrados pelos Estados Unidos e Israel.

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