COMÉRCIO INTERNACIONAL

EUA abrem investigação sobre trabalho forçado contra o Brasil e mais 59 países

Apuração avaliará se países falham em barrar importações feitas com trabalho forçado e se prática prejudica comércio e empresas dos EUA

Segundo o governo dos Estados Unidos, as economias investigadas estão entre os principais parceiros comerciais do país -  (crédito: Pexels/valery anatolievich)
Segundo o governo dos Estados Unidos, as economias investigadas estão entre os principais parceiros comerciais do país - (crédito: Pexels/valery anatolievich)

Os Estados Unidos abriram investigação comercial contra 60 economias do mundo — entre elas o Brasil — para apurar se a ausência ou a aplicação insuficiente de medidas que proíbam a importação de produtos feitos com trabalho forçado configura prática injustificável ou discriminatória que prejudica o comércio norte-americano.

Segundo o governo dos Estados Unidos, as economias investigadas estão entre os principais parceiros comerciais do país. A análise buscará determinar se a falta de medidas efetivas para impedir a entrada desses produtos em seus mercados cria distorções competitivas que impactam trabalhadores e empresas dos EUA.

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Em nota, o embaixador de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que, apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, muitos governos ainda não adotaram ou não aplicam de forma efetiva medidas para impedir a circulação de produtos associados a essa prática.

“Apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, governos falharam em impor e aplicar de forma eficaz medidas que proíbam a entrada em seus mercados de bens produzidos nessas condições. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram obrigados a competir com produtores estrangeiros que podem ter vantagem artificial de custos obtida a partir do uso dessa prática”, afirmou Greer.

De acordo com ele, as investigações buscarão avaliar se os governos estrangeiros adotaram medidas suficientes para proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado e quais são os impactos dessa falha sobre trabalhadores e empresas dos Estados Unidos.

Os americanos realizam essa apuração com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento utilizado pelo governo norte-americano para responder a práticas comerciais estrangeiras consideradas injustificáveis, discriminatórias ou que restrinjam o comércio dos EUA. A legislação estadunidense permite que o próprio representante de Comércio inicie investigações quando houver indícios de prejuízo às atividades comerciais do país.

A lista de economias investigadas inclui, entre outras, Brasil, China, União Europeia, Japão, Reino Unido, Canadá, Índia, México, Coreia do Sul e Austrália.

Veja a lista completa:

  • Argélia

  • Angola

  • Argentina

  • Austrália

  • Bahamas

  • Bahrein

  • Bangladesh

  • Brasil

  • Camboja

  • Canadá

  • Chile

  • China (República Popular da China)

  • Colômbia

  • Costa Rica

  • República Dominicana

  • Equador

  • Egito

  • El Salvador

  • União Europeia

  • Guatemala

  • Guiana

  • Honduras

  • Hong Kong (China)

  • Índia

  • Indonésia

  • Iraque

  • Israel

  • Japão

  • Jordânia

  • Cazaquistão

  • Kuwait

  • Líbia

  • Malásia

  • México

  • Marrocos

  • Nova Zelândia

  • Nicarágua

  • Nigéria

  • Noruega

  • Omã

  • Paquistão

  • Peru

  • Filipinas

  • Catar

  • Rússia

  • Arábia Saudita

  • Singapura

  • África do Sul

  • Coreia do Sul

  • Sri Lanka

  • Suíça

  • Taiwan

  • Tailândia

  • Trinidad e Tobago

  • Turquia

  • Emirados Árabes Unidos

  • Reino Unido

  • Uruguai

  • Venezuela

  • Vietnã

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postado em 13/03/2026 09:02 / atualizado em 13/03/2026 09:09
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