Uma mulher irlandesa nascida no Brasil será julgada pela Justiça espanhola após ser acusada de assediar sexualmente um jovem em uma sauna de hotel na ilha de Mallorca, na Espanha. O caso ocorreu em junho do ano passado em um resort localizado em Magaluf, um dos destinos turísticos mais conhecidos da região.
A acusada tinha 37 anos na época do episódio e estava hospedada no hotel com o marido quando o caso ocorreu. Segundo autoridades espanholas, ela teria tocado as partes íntimas de um jovem sueco de 18 anos dentro da área de banho turco do spa do estabelecimento, sem o consentimento dele.
De acordo com as investigações, os dois se encontraram inicialmente na sauna do hotel e chegaram a conversar brevemente. Em seguida, o jovem teria entrado na área de banho turco do spa.
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Segundo o relato apresentado à polícia, a mulher se aproximou e tocou a genitália do rapaz por cima da toalha. O jovem afirmou que não consentiu com o contato e reagiu imediatamente, afastando a mão da turista.
Após o ocorrido, ele deixou o local e comunicou o episódio a funcionários do hotel, que acionaram a polícia. Agentes foram até o resort e localizaram a mulher ainda no estabelecimento, onde ela estava hospedada com o marido. A suspeita acabou sendo detida e levada para prestar esclarecimentos.
Durante depoimento inicial, a mulher reconheceu que houve contato físico, mas afirmou que acreditava que o jovem estivesse interessado nela.
Segundo a defesa, ela interpretou o comportamento do rapaz como um flerte. Após perceber que a reação dele foi negativa, afirmou ter retirado a mão imediatamente e pedido desculpas. A acusada também declarou ter ficado constrangida com a situação e disse que tudo não passou de um mal entendido.
O advogado da turista, Joan Arbós, afirmou que a cliente decidiu comparecer voluntariamente ao julgamento para tentar esclarecer o episódio e defender sua versão dos fatos.
A promotoria espanhola, no entanto, considera que houve agressão sexual. No país, qualquer ato de natureza sexual praticado sem consentimento pode ser enquadrado nesse tipo de crime. Os promotores pedem a condenação da turista a um ano e meio de prisão. Também foi solicitada uma indenização de 500 euros à vítima, valor equivalente a cerca de três mil reais.
Durante o julgamento, devem prestar depoimento a acusada, o jovem sueco e os dois policiais responsáveis pela prisão. Se condenada, a mulher poderá ser presa. Em alguns casos, quando a condenação é inferior a dois anos e o réu não possui antecedentes criminais, a Justiça espanhola pode permitir o cumprimento da pena em regime alternativo, como liberdade condicional.
*Estagiária sob supervisão de Ronayre
