O FBI abriu uma investigação por suposto vazamento de informações confidenciais contra o ex-diretor do Contraterrorismo dos Estados Unidos, que renunciou ao cargo em protesto contra a guerra com o Irã, informou a imprensa americana.
Joseph Kent era o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo (NCTC, na sigla em inglês) até renunciar ao cargo na terça-feira em uma carta, na qual critica duramente a guerra contra o Irã.
Em sua carta de renúncia, Kent escreveu ao presidente Donald Trump que não poderia "em sã consciência apoiar a guerra em curso no Irã".
"O Irã não representava uma ameaça iminente contra nossa nação, e está claro que iniciamos esta guerra por causa da pressão de Israel e de seu poderoso lobby nos Estados Unidos", afirmou Kent.
Segundo informações de vários meios de comunicação, incluindo o jornal The New York Times e a emissora CBS, que citaram fontes anônimas que acompanham a situação, a investigação do FBI contra Kent é anterior à renúncia.
Uma fonte declarou ao site de notícias Semafor que a investigação já durava "meses". O FBI não respondeu a um pedido de comentário.
Kent, 45 anos, ex-integrante das forças especiais Boinas Verdes com participação em múltiplas missões de combate, foi em um determinado momento aliado de Trump. Ele foi nomeado pelo presidente para dirigir o NCTC, onde trabalhou na análise e na resposta dos Estados Unidos a ameaças e atuou como principal conselheiro de contraterrorismo do mandatário republicano.
Na terça-feira, Trump acusou Kent de ser "muito fraco em matéria de segurança" e considerou "algo bom que ele tenha ido embora".
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A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rejeitou o que classificou como "afirmações falsas" na carta de renúncia de Kent e considerou "insultante e ridícula" a sugestão de que a decisão de ir à guerra foi tomada "em função da influência de outros".
