
As negociações para o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã chegaram ao fim, na manhã deste domingo (12/4). Os dois países não chegaram a um acordo e a delegação norte-americana se retirou de Islamabad, sem qualquer acordo firmado ou indicativo de retomada imediata das conversas. Segundo um funcionário do governo dos EUA, nenhum integrante da equipe permaneceu no país após o encerramento das tratativas, esvaziando a possibilidade de negociações paralelas ou informais.
A saída ocorreu após dias de longas reuniões, mas sem resultados concretos. Nem mesmo os principais negociadores, como Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, ficaram na região para tentar destravar o diálogo. A decisão encerra, ao menos por ora, uma frente diplomática que buscava reduzir tensões e avançar em discussões relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
A confirmação do fim das reuniões foi dada durante uma parada técnica na Base Aérea de Ramstein, onde o avião oficial que transportava o vice-presidente JD Vance fez escala para reabastecimento. A aeronave retornava das negociações, que tinham como pano de fundo esforços mais amplos para conter a escalada de conflitos na região.
Apesar das expectativas iniciais, as conversas não produziram “progresso substancial”, segundo autoridades americanas. A ausência de consenso reforça o cenário de impasse entre Washington e Teerã, em meio a um contexto já marcado por desconfiança mútua e divergências em temas estratégicos, como segurança regional, influência geopolítica e programas militares.
Nos bastidores, havia especulação de que parte da equipe dos EUA poderia permanecer em Islamabad para dar continuidade às negociações de forma mais discreta. A retirada total, no entanto, indica uma ruptura mais clara nas tratativas.
Com informações da Agência France-Presse*

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