
O Conselho Nacional da Resistência do Irã (CNRI) publicou, na terça-feira (14/4), a condenação à morte de quatro manifestantes pelo regime da República Islâmica. Entre os condenados está Bita Hemmati, que pode se tornar a primeira mulher com a execução reconhecida em decorrência dos protestos iniciados no país em janeiro.
Além dela, também foram sentenciados o marido Mohammadreza Majidi Asl, e os outros dois manifestantes, Behrouz Zamaninezhad e Kourosh Zamaninezha. Segundo o CNRI, os quatro foram presos durante atos em Teerã, submetidos a interrogatórios sob tortura e julgados pela 26ª Vara do Tribunal Revolucionário da capital iraniana. Além da pena de morte, houve confisco de bens.
As acusações incluem uso de armas e explosivos, ataques contra forças de segurança, destruição de patrimônio público, participação em protestos e divulgação de conteúdos considerados contrários à segurança nacional. As autoridades também alegam ligação dos réus com grupos hostis e atuação em favor dos Estados Unidos.
Além dos quatros sentenciados á morte, tem um quinto envolvido, Amir Hemmati, condenado a seis anos de prisão relacionadas à segurança nacional e propaganda contra o regime.
Diante do cenário, a Resistência Iraniana fez um apelo à Organização das Nações Unidas (ONU) e a organismos internacionais para que intervenham e tentem impedir as execuções, especialmente de presos políticos e manifestantes.
Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro, impulsionados inicialmente por greves de comerciantes em Teerã, e se espalharam pelo país, desde então a repressão tem sido intensa.
Relatórios recentes publicado pela ONG Iran Human Rights (IHRNGO) apontam que o total de mortos nos protestos pode ultrapassar 33 mil, e que em 2025, mais de 1.600 execuções teriam sido realizadas no país. Especialistas e entidades denunciam que a pena de morte tem sido utilizada como instrumento de repressão política, com uma média superior a quatro execuções por dia.
Até o momento, não há data confirmada para a execução dos condenados.
*Estagiária sob supervisão de Aline Gouveia

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