ORIENTE MÉDIO

Irã ameaça fechar novamente Estreito de Ormuz após ação dos EUA

Governo iraniano reagiu ao bloqueio naval e sinalizou que pode interromper rota global de petróleo

Segundo a agência Fars, o Irã fechará novamente o Estreito de Ormuz devido ao bloqueio naval mantido pelos EUA -  (crédito: BBC Geral)
Segundo a agência Fars, o Irã fechará novamente o Estreito de Ormuz devido ao bloqueio naval mantido pelos EUA - (crédito: BBC Geral)

A tensão entre Irã e Estados Unidos voltou a crescer após o governo iraniano afirmar que pode fechar novamente o Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pela agência iraniana Fars nesta sexta-feira (17/4), com base em declarações de autoridades do país.

O alerta veio depois que o presidente Donald Trump afirmou que vai manter o bloqueio naval na região, mesmo com a reabertura da rota marítima. Segundo ele, as tropas americanas só deixarão o local quando as negociações com o Irã forem totalmente concluídas.

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O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas do mundo para o transporte de petróleo. Por isso, qualquer ameaça de fechamento causa preocupação global e pode afetar diretamente os preços dos combustíveis.

O governo iraniano criticou a decisão dos Estados Unidos e classificou a medida como uma forma de pressão. A agência Fars afirmou que a reabertura da passagem não é definitiva e pode ser revertida caso o bloqueio continue.

Mesmo com a tensão, alguns navios já voltaram a circular pela região. Dados de monitoramento mostram que os petroleiros deixaram o Golfo transportando milhões de barris de petróleo, indicando uma retomada parcial das atividades.

A situação, no entanto, ainda é considerada instável. Há risco de minas navais em partes do estreito, e tanto o Irã quanto os Estados Unidos recomendaram que embarcações utilizem apenas rotas seguras.

O cenário também mobilizou outros países. Líderes como Emmanuel Macron e Keir Starmer discutiram formas de garantir a segurança da passagem e evitar novos impactos no comércio internacional.

O desfecho depende das negociações entre os dois países. Enquanto não há acordo, o risco de novas interrupções no Estreito de Ormuz segue no radar e mantém o mercado global em alerta.

*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes

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postado em 17/04/2026 15:31
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