
Ataques aéreos israelenses mataram a jornalista Amal Khalil, do jornal libanês Al Akhbar, no sul do Líbano, nesta quarta-feira (22/4). Outras quatro pessoas também foram mortas em mais uma violação do cessar-fogo entre Israel e Líbano.
De acordo com a rede Al-Jazeera, forças israelenses atacaram dois veículos na vila de at-Tiri. Quando Amal Khalil e outra jornalista identificada como Zeinab Faraj se dirigiram até o local, um segundo bombardeio atingiu o prédio onde duas estavam abrigadas. Israel afirmou que o ataque foi direcionado à veículos vistos deixando posições do Herzbollah.
Equipes de resgate e da Cruz Vermelha tentaram chegar às duas jornalistas logo após os ataques, mas foram impedidas por forças israelenses. Khalil morreu no local e Faraj foi levada a um hospital em estado grave.
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou que as jornalistas foram “perseguidas” pelos ataques israelenses. Nas redes sociais, o ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, condenou os ataques.
“O ataque a jornalistas é um crime hediondo e uma violação gritante do direito internacional humanitário, sobre o qual não ficaremos em silêncio, e reiteramos nosso apelo ao mundo e às organizações internacionais solidárias para que ajam em sua interrupção e prevenção de repetições”, publicou.
Outros três jornalistas já haviam sido mortos por forças israelenses no Líbano, no mês passado, e mais de 2.400 pessoas morreram no país desde o início da ofensiva israelense.
Atualmente, um cessar-fogo de dez dias está em vigor entre os dois países. O acordo foi mediado pelos Estados Unidos e deve expirar no próximo domingo (26). Uma nova rodada de negociações está marcada para quinta-feira (23).
Recorde na morte de jornalistas
Em fevereiro, o Comitê de Proteção a Jornalistas calculou que, em 2025, pelo menos 84 profissionais da imprensa foram mortos por forças israelenses. O país foi o maior responsável pela morte de jornalistas em todo o mundo no ano mais letal para a profissão.
No relatório anual do Comitê, militares israelenses são denunciados por "uma cultura persistente de impunidade para ataques à imprensa". Os dados do organização começaram a ser coletados em 1992 e, nesses mais de 30 anos, Israel foi o país que mais matou jornalistas. Os números do último relatório incluem profissionais de imprensa palestinos e iemenitas.
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