Em coletiva de imprensa sobre operação de resgate de militares norte-americanos em território iraniano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “um país pode ser destruído em uma noite e pode ser amanhã".
Segundo Trump, a coletiva teve como objetivo detalhar uma missão considerada por ele “uma das mais complexas e difíceis” já realizadas pelas forças dos Estados Unidos. A operação foi desencadeada após a queda de uma aeronave em território inimigo no último dia 2 de abril, durante uma ação em área de combate.
De acordo com o relato, os dois tripulantes conseguiram se ejetar antes do impacto e caíram em solo iraniano. A partir disso, teve início uma ampla mobilização militar. “Em poucas horas, nossas Forças Armadas destacaram 21 áreas em território hostil”, afirmou.
O primeiro piloto foi localizado rapidamente e retirado por um helicóptero que enfrentou fogo inimigo durante a evacuação. Já o segundo militar, um coronel, caiu em uma região distante e permaneceu isolado em uma caverna por cerca de 48 horas. “Ele passou quase dois dias sangrando. É um tempo muito longo para ficar ferido em território inimigo”, disse Trump.
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A segunda etapa do resgate exigiu uma operação ainda mais robusta, com o envolvimento de cerca de 155 aeronaves. As equipes enfrentaram dificuldades adicionais por conta das condições do terreno. “Era uma área rural, com regiões alagadas que dificultavam a movimentação. Os aviões poderiam atolar”, explicou.
Trump destacou que as forças americanas permaneceram sob ataque por aproximadamente sete horas. “O helicóptero foi bastante atingido, mas nosso armamento é incrível”, declarou. Apesar das adversidades, os dois militares foram resgatados com sucesso.
Durante a coletiva, Trump enfatizou o risco envolvido na missão. “Poderíamos perder 200 homens para resgatar um. Mas conseguimos. Tivemos muita sorte”, afirmou. Ele também classificou a ação como histórica: “Alguns chamariam de busca e resgate. Foi muito mais do que isso”.
Outro ponto abordado foi um suposto vazamento de informações sigilosas. Segundo Trump, dados sobre a localização dos pilotos teriam sido divulgados antes do resgate, o que teria levado autoridades iranianas a oferecer recompensas. “Vamos descobrir qual empresa de mídia vazou essas informações de segurança nacional. Isso pode levar pessoas à cadeia”, disse.
Trump também mencionou ações militares mais amplas, alegando que os Estados Unidos já atingiram mais de 13 mil alvos no Irã, sem detalhar o contexto ou o período dessas operações.
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