Guerra no Irã

'Recuo humilhante de Trump': Irã confirma cessar-fogo de duas semanas

Iranianos foram às ruas comemorar a trégua nos bombardeios após ameaças do presidente norte-americano

O Irã confirmou, nesta terça-feira (7/4), que aceitou o acordo de cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos e Israel. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também afirmou que o Estreito de Ormuz será reaberto durante o período.

O acordo de cessar-fogo contou com a mediação do Paquistão. Segundo Araghchi, durante a trégua, as ações defensivas iranianas serão suspensas desde que os ataques americanos e israelenses sejam interrompidas.

"Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas", afirmou. Na capital Teerã, cidadãos iranianos foram às ruas para comemorar o cessar-fogo. 

Israel também concordou com o acordo. No entanto, uma hora e meia após o anúncio do cessar-fogo, ataques aéreos do regime sionista continuavam a atingir o Líbano. As cidades de Tyre e Machghara foram bombardeadas e há relatos de drones sobrevoando Beirute, segundo a rede Al Jazeera. 

Mais cedo, o presidente Donald Trump recuou das ameaças. Anteriormente, o republicano havia declarado, nas redes sociais, que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, se referindo ao Irã.

O acordo foi visto como “um recuo humilhante de Trump” pela TV estatal iraniana. O país também enviou uma proposta de paz exigindo o fim das sanções dos EUA, o pagamento de compensação integral e a liberação de ativos iranianos congelados. 

Em Washington, democratas pediram o impeachment de Trump. “O presidente ameaçou cometer genocídio contra o povo iraniano e continua a usar essa ameaça”, afirmou a congressista Alexandria Ocasio-Cortez, nas redes sociais. “Não podemos mais arriscar o mundo nem o bem-estar da nossa nação”.

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