ORIENTE MÉDIO

Marinha do Irã está 'completamente destruída', diz Trump após bloqueio

EUA iniciaram operação para bloquear portos iranianos no Golfo Pérsico e restringir a passagem pelo Estreito de Ormuz

Logo após o início do bloqueio aos portos iranianos localizados no Golfo Pérsico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novamente o governo de Mojtaba Khamenei na manhã desta segunda-feira (13/4). Por meio da rede Truth Social, ele alertou que qualquer embarcação que se aproxime do “bloqueio” norte-americano, será “imediatamente eliminada”.

Segundo Trump, as forças dos EUA na região devem aplicar o mesmo método utilizado contra traficantes de drogas em embarcações. “É rápido e brutal”, escreveu o presidente, que afirmou ainda ter destruído “completamente” a marinha iraniana. “O que não atingimos foram um pequeno número do que eles chamam de ‘embarcações de ataque rápido’, porque não as consideramos uma grande ameaça”, acrescentou.

O exército norte-americano iniciou às 11h (horário de Brasília) o bloqueio aos portos iranianos anunciado no dia anterior. A medida tem o objetivo de impedir que navios de petróleo que têm como origem ou destino o Irã atravessem o Estreito de Ormuz, por onde trafegam cerca de um quinto de toda a produção mundial da commodity.

Já o governo do Irã classificou como “ilegal” e “pirataria” o bloqueio anunciado pelos EUA e ameaçou retaliar portos na região dos golfos Pérsico e de Omã. O exército iraniano destacou por meio de um comunicado que qualquer restrição à navegação ligada ao país terá consequências e que a segurança marítima deve ser garantida de forma igual para todos os países da região.

O movimento pressiona os preços do petróleo no mundo inteiro no começo desta semana. Por volta das 9h, o barril do tipo Brent – utilizado como referência para a maioria dos países – operava a US$ 102,47, ao mesmo tempo em que o West Texas Intermediate (WTI) chegava a US$ 104,20. Desde o início do conflito, os dois índices acumulam altas superiores a 40%.

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