O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (28/4) que seu país "não tem amigos mais próximos que os britânicos", ao dar as boas-vindas ao rei Charles III na Casa Branca, em meio a tensões bilaterais devidas à guerra no Oriente Médio.
Em seu discurso de boas-vindas, que incluiu uma salva de 21 tiros de canhão, o tom de Trump ficou bem distante das críticas recentes dirigidas ao governo britânico por não ter se somado ao conflito com o Irã.
"Nos séculos que se passaram desde que conquistamos nossa independência, os americanos não tiveram amigos mais próximos que os britânicos", declarou Trump nesta visita que marca o 250º aniversário da libertação das colônias americanas do domínio britânico.
Trump recorreu à famosa frase do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que certa vez disse que os dois países tinham uma "relação especial". "Esperemos que continue sempre assim", acrescentou.
O presidente republicano elogiou o Exército britânico: "Ninguém combateu melhor ao lado" dos Estados Unidos, apesar de ter zombado recentemente dos porta-aviões britânicos, que classificou como "brinquedos".
No segundo dos quatro dias desta visita de Estado, Charles III deverá ir ao Congresso dos Estados Unidos, onde fará um discurso que incluirá um apelo à "reconciliação e renovação" das deterioradas relações bilaterais.
Em seu pronunciamento de 20 minutos, espera-se que o monarca de 77 anos se dirija a Trump em termos cautelosos, afirmando que defender os ideais democráticos comuns é "crucial para a liberdade e a igualdade".
"Nossos dois países sempre encontraram uma maneira de se unir", dirá ele, segundo trechos divulgados à imprensa.
"Que lindo dia tão britânico"
Trump, de 79 anos, admirador declarado da realeza britânica, fez uma piada sobre a manhã chuvosa em Washington: "Que lindo dia tão britânico está hoje". E lembrou seu convidado do amor que dedicava a sua falecida mãe, a rainha Elizabeth II.
Os canhões ressoaram enquanto uma banda militar executava "God Save the King", o hino nacional britânico, e "The Star-Spangled Banner", o hino dos Estados Unidos.
Charles apertou a mão de membros do alto escalão do governo Trump, entre eles o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.
O rei e o presidente, que realizou uma visita de Estado ao Reino Unido em setembro do ano passado, passaram em revista às tropas das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Em seguida, desfilou uma banda de soldados vestidos com uniformes da Guerra de Independência, com o ruído de fundo das obras de construção do salão de baile de 400 milhões de dólares (1,9 bilhão de reais, na cotação atual) idealizado por Trump para a Casa Branca.
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