Oriente Médio

Situação humanitária em Gaza continua catastrófica, alertam ONGs

Persistem importantes discrepâncias entre os compromissos de Israel e a realidade enfrentada pelos palestinos, disseram representantes da Oxfam, Save the Children e Refugees International a jornalistas

Crianças buscam água potável no campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, em 28 de abril de 2026. A maioria dos 2,4 milhões de habitantes de Gaza foi deslocada, muitas vezes repetidamente, pela guerra que começou com o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023. Com famílias deslocadas vivendo em acampamentos de tendas, pairam sérias preocupações sobre suas condições de vida. (Foto de Eyad Baba / AFP) -  (crédito:  AFP)
Crianças buscam água potável no campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, em 28 de abril de 2026. A maioria dos 2,4 milhões de habitantes de Gaza foi deslocada, muitas vezes repetidamente, pela guerra que começou com o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023. Com famílias deslocadas vivendo em acampamentos de tendas, pairam sérias preocupações sobre suas condições de vida. (Foto de Eyad Baba / AFP) - (crédito: AFP)

Mais de seis meses depois de as Nações Unidas aprovarem um plano de paz para a Faixa de Gaza, a situação humanitária nesse território palestino continua catastrófica, afirmaram nesta quinta-feira (21/5) três ONGs internacionais, que instaram Israel a respeitar suas obrigações.

Persistem importantes discrepâncias entre os compromissos de Israel e a realidade enfrentada pelos palestinos, disseram representantes da Oxfam, Save the Children e Refugees International a jornalistas.

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"Israel continua negando à maioria das organizações de ajuda mais experientes a entrada de suprimentos essenciais, como tubulações para reparar os sistemas de água, abrigo, materiais e medicamentos nas quantidades necessárias", disse Abby Maxman, presidente da Oxfam América.

"Isso acontece apesar das promessas de reconstrução, desenvolvimento econômico e prosperidade a longo prazo", acrescentou.

A violência também continuou sem trégua, com ataques israelenses incessantes, segundo Teresa Soldner, uma cirurgiã americana que retornou recentemente de Gaza.

"Pacientes com traumatismos continuaram chegando todos os dias em que estive em Gaza", contou Soldner. "Acredito que o sistema de saúde palestino foi absolutamente devastado."

Em novembro de 2025, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que respaldava o plano de paz apoiado pelos Estados Unidos, o qual previa a retomada da ajuda humanitária.

"Crianças com desnutrição aguda grave ainda chegam às nossas clínicas de saúde", disse Janti Soeripto, da Save the Children, apontando que os números aumentaram de janeiro a abril.

Sem um sistema educacional em funcionamento, mais de "600 mil crianças ficarão fora da escola pelo terceiro ano consecutivo", acrescentou Soeripto.

De acordo com Maxman, a falta de materiais de sanitização e higiene faz com que as famílias estejam expostas a doenças devido ao esgoto ao ar livre, e os sistemas e serviços de água e saneamento continuam destruídos ou em más condições.

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Por AFP
postado em 21/05/2026 22:44
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