PALESTINA

Bebê palestino morre após soldados israelenses atirarem contra carro

A família havia partido de Belém para visitar familiares em Hebron quando foram alvejados. Uma investigação preliminar concluiu que os feridos eram civis

O palestino Fahd Abou Haikal carrega o corpo de seu filho de sete meses, Sam, durante o funeral em Hebron, na Cisjordânia ocupada, em 6 de junho de 2026  -  (crédito: HAZEM BADER / AFP)
O palestino Fahd Abou Haikal carrega o corpo de seu filho de sete meses, Sam, durante o funeral em Hebron, na Cisjordânia ocupada, em 6 de junho de 2026 - (crédito: HAZEM BADER / AFP)

Um bebê palestino de 7 meses morreu após soldados israelenses atirarem contra o carro em que ele e os pais estavam nesta sexta-feira, 5, informou o Ministério da Saúde da Cisjordânia. O carro da família trafegava na área de Tel Rumeida, ao sul da cidade de Hebron, quando foi atingido.

Em comunicado, o exército de Israel afirmou que os soldados atiraram contra um veículo que, segundo eles, estava acelerando em direção ao grupo. A família havia partido de Belém para visitar familiares em Hebron quando foram alvejados. Uma investigação preliminar concluiu que os feridos eram civis.

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Sam Fahd Abu Haikal ficou gravemente ferido após ser atingido na mandíbula; a mesma bala feriu a mãe do garoto, que morreu posteriormente em decorrência dos ferimentos.

O pai de Sam, Fahd Abdul Aziz Abu Haikal, professor da Universidade de Belém, foi baleado na mão. O funeral do bebê está previsto para ocorrer neste sábado, 6.

A nota do exército de Israel diz ainda que os soldados responderam com disparos isolados ao veículo que supostamente acelerava em direção a eles, ferindo três palestinos que foram levados para tratamento médico.

Israel intensificou as operações militares na Cisjordânia desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1,2 mil pessoas e fez 251 reféns, desencadeando a guerra em Gaza.

Segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, a campanha militar de Israel em resposta já matou mais de 72,9 mil palestinos. A pasta, apesar de fazer parte do governo liderado pelo Hamas, é considerada fonte confiável pelas agências da ONU e por especialistas independentes.

Soldados israelenses acusados de ferir palestinos raramente são punidos. Entre 2016 e 2024, as 2.427 denúncias de irregularidades acarretaram em indiciamento em menos de 1% dos casos, segundo o grupo israelense de direitos humanos Yesh Din.

Mais de 700 mil israelenses vivem na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental, territórios conquistados por Israel em 1967. O território é reivindicado pelos palestinos para um futuro Estado.

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postado em 06/06/2026 11:07
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