
O candidato de esquerda à presidência do Peru, Roberto Sánchez, que está perdendo por uma margem estreita na contagem oficial para a direitista Keiko Fujimori, anunciou nesta quinta-feira (18) um protesto em defesa do voto após alegar supostas irregularidades na apuração.
A marcha será realizada nesta sexta-feira em Lima e ocorre após Fujimori ampliar para quase 40 mil votos sua vantagem sobre Sánchez, com cerca de 99,40% das atas apuradas.
Fujimori somava 50,10% dos votos contra 49,89% de Sánchez, de acordo com dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) publicados em seu site.
"O partido convocou um ato de protesto para exigir justiça eleitoral e o reconhecimento da vitória do povo", disse Sánchez em coletiva de imprensa na sede do partido Juntos pelo Peru. Trata-se, segundo ele, de uma "mobilização pacífica" na qual pedirão "respeito ao voto".
O Juntos pelo Peru afirmou nesta quinta que houve irregularidades na cadeia de custódia das atas de votação nos Estados Unidos e na Argentina. A vontade popular "está sendo violada por uma grave afetação à defesa desse voto", declarou Sánchez. Por isso, a legenda pediu a anulação de milhares de votos de peruanos no exterior.
Para declarar um vencedor, a autoridade eleitoral ainda precisa revisar atas impugnadas que reúnem cerca de 256 mil votos, o que pode levar ao menos duas semanas. O segundo turno foi realizado em 7 de junho.
Uma delegação da União Europeia afirmou que o segundo turno transcorreu de maneira "tranquila e ordenada", no contexto de uma campanha polarizada.
O segundo turno colocou frente a frente a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e Sánchez, herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, preso após uma tentativa fracassada de autogolpe de Estado em 2022.
O vencedor substituirá em 28 de julho o presidente interino José María Balcázar para um mandato de cinco anos.

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