
O Exército israelense afirmou nesta quinta-feira (18/6) que continuará operando no sul do território libanês e "eliminará ameaças" além de sua chamada "zona de segurança", apesar do acordo entre Estados Unidos e Irã para acabar com a guerra, que inclui o Líbano.
Após divulgar um mapa da "zona de segurança", que avança quase 10 km dentro do território libanês, o Exército informou que suas tropas permanecerão na região "para eliminar ameaças e reforçar a defesa dos moradores do norte de Israel".
Em um comunicado posterior, um porta-voz militar israelense afirmou que o Exército "continuará eliminando ameaças para os soldados das FDI (Forças de Defesa de Israel) e para os civis do Estado de Israel identificados além da zona de segurança".
Estados Unidos e Irã assinaram na quarta-feira um acordo para acabar com as hostilidades na guerra no Oriente Médio, que inclui o fim dos combates em todos os fronts, inclusive no Líbano.
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Desde o anúncio do acordo entre Teerã e Washington, a intensidade da violência caiu drasticamente no sul e o grupo pró-iraniano Hezbollah não reivindicou nenhum ataque contra Israel.
Apesar da redução na violência, três pessoas morreram nesta quinta-feira em vários ataques israelenses, segundo a agência oficial NNA, uma delas quando um "drone inimigo atacou um carro" na região de Kfar Tebnit.
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O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra em março ao atacar Israel para vingar a morte do líder supremo da República Islâmica, no início da campanha americano-israelense.
Israel respondeu com bombardeios em todo o Líbano e com uma invasão terrestre no sul, perto da fronteira e sob controle do Hezbollah há muitos anos.
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